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Como Passar em Concursos para Professor de Educação Infantil

Como Passar em Concursos para Professor de Educação Infantil

O que o profissional faz, as matérias que mais caem, quanto ganha por região e um plano de estudo que rende de verdade — com dados reais, exemplos e questões comentadas.

Se você quer passar no concurso de Professor de Educação Infantil, este guia é o seu ponto de partida. Aqui eu te mostro, sem enrolação, o que o profissional faz de verdade, quais matérias mais caem na prova, quanto se ganha em cada região do Brasil e como montar uma rotina de estudo que funciona — tudo com dados reais e questões comentadas no estilo das principais bancas. É um dos cargos com mais vagas em concursos municipais, então vale a pena entrar preparado.

O que faz o Professor de Educação Infantil

Antes de estudar para o cargo, você precisa entender o que ele é — porque uma parte importante da prova cobra exatamente essa função. O Professor de Educação Infantil atua com crianças de 0 a 5 anos na rede pública: as de 0 a 3 anos ficam na creche, e as de 4 e 5 anos, na pré-escola. E aqui vai a primeira ideia que a banca ama cobrar: o trabalho é cuidar e educar ao mesmo tempo, sem separar uma coisa da outra.

Na prática, o seu dia envolve muito mais do que “tomar conta”. Você acolhe a criança, planeja e conduz atividades lúdicas, observa e registra o desenvolvimento de cada uma, media conflitos, cuida da alimentação e da higiene (principalmente na creche) e mantém uma relação próxima com as famílias. Tudo isso com um objetivo: o desenvolvimento integral da criança — nas dimensões cognitiva, motora, social e emocional.

Repara que “brincar” não é o oposto de “aprender” aqui. Na educação infantil, a brincadeira é a forma como a criança aprende — e a banca cobra isso com todas as letras. Se você entrar no concurso achando que é só entreter criança, vai errar as questões que mais valem pontos.

Por atender uma etapa obrigatória (a pré-escola, dos 4 aos 5 anos, é de matrícula obrigatória desde a Emenda Constitucional nº 59/2009), esse é um cargo com enorme volume de vagas em prefeituras de todo o país. Todo ano, dezenas de concursos municipais abrem para ele. Mas seja honesto consigo: onde há muitas vagas, há muitos candidatos — é também um dos cargos mais concorridos dos concursos municipais. A boa notícia é que a maioria estuda sem estratégia, e é aí que você ganha vantagem.

Requisitos: quem pode se inscrever

A regra geral é simples: para ser Professor de Educação Infantil na maioria dos concursos, você precisa de licenciatura em Pedagogia ou do curso Normal Superior. Alguns editais mais antigos ou de redes específicas ainda aceitam o antigo Magistério (nível médio, modalidade Normal) para atuar na creche, mas essa exigência vem caindo — hoje a maioria pede nível superior.

Além da formação, os requisitos comuns são: idade mínima de 18 anos, estar em dia com as obrigações eleitorais e militares e, quando aprovado, apresentar o diploma registrado. Nada de registro em conselho de classe (isso é para cargos como enfermagem) — para o magistério, o que conta é o diploma da licenciatura.

Um detalhe que confunde muita gente: você não precisa ter experiência em sala para se inscrever. A experiência, quando existe, costuma valer pontos na prova de títulos, mas não é requisito de entrada. Ou seja, recém-formado pode e deve prestar. Antes de qualquer coisa, leia o edital do seu concurso — e, se você ainda não sabe fazer isso com segurança, vale conferir o guia Como Analisar um Edital de Concurso Público.

As etapas do concurso e o uso da PND

A maioria dos concursos de Professor de Educação Infantil tem duas etapas centrais: a prova objetiva e a prova de títulos. A objetiva é a que elimina e classifica — é onde você joga o jogo. A prova de títulos soma pontos para quem tem pós-graduação, mestrado ou doutorado na área da educação. Alguns editais acrescentam uma prova discursiva (uma redação ou estudo de caso), e, mais raramente, uma prova prática (uma aula simulada).

Também é importante observar se o edital permite o uso da PND — Prova Nacional Docente. A PND foi instituída no Programa Mais Professores para o Brasil e pode ser usada por estados e municípios como etapa única ou complementar nos processos de seleção e ingresso no magistério público. Ou seja: ela não elimina a necessidade de edital da rede; cada prefeitura ou estado define no próprio edital se vai usar prova própria, nota da PND, títulos ou uma combinação dessas etapas.

Quando a PND aparece no edital, o candidato precisa lembrar que ela é mais ampla do que uma prova municipal focada só em Educação Infantil. Para quem mira esse cargo, a área costuma estar dentro de Pedagogia, com Formação Geral Docente e Componente Específico. Isso pode envolver Educação Infantil, Anos Iniciais, EJA, gestão escolar, avaliação, currículo e fundamentos pedagógicos. Por isso, o primeiro passo é sempre conferir qual formato o seu edital adotou.

💡 Guarde esta: a base pedagógica (BNCC, LDB, teóricos, avaliação e desenvolvimento infantil) serve para os dois caminhos — mas os formatos são diferentes. A PND é mais ampla; a prova própria de prefeitura costuma ser mais direta, combinando fundamentos da Educação Infantil, legislação educacional e básicos como Português e Matemática. Descubra qual é o seu caso antes de montar o plano.

Se o seu edital usar a PND, você pode treinar com as provas anteriores da PND (INEP), resolver o simulado da prova completa da PND de Pedagogia, com gabarito comentado, e explorar os simulados da PND por área. Se o edital tiver prova própria, priorize as provas anteriores da banca e os simulados por cargo.

O que mais cai na prova de Professor de Educação Infantil

Numa prova própria de prefeitura, o padrão é bem consistente, e conhecer essa divisão te diz onde investir o tempo. A prova reúne os conhecimentos básicos (Língua Portuguesa, Matemática e, conforme o edital, atualidades e informática) e os conhecimentos específicos e pedagógicos (a pedagogia da educação infantil e a legislação). E aqui vai o dado que orienta o seu estudo: o bloco de conhecimentos específicos e pedagógicos é quase sempre o maior bloco isolado da prova — costuma ocupar metade das questões ou mais, enquanto os básicos se dividem entre duas ou três matérias menores.

Para você não estudar no escuro: analisando provas recentes do cargo em bancas como Instituto ACCESS e VUNESP, o padrão se repete — cerca de 40 questões, com o bloco de Conhecimentos Específicos e pedagógicos ocupando metade da prova, e o restante dividido entre Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemática e Conhecimentos Gerais. A proporção exata muda de banca para banca, mas o recado não muda: é na pedagogia que a prova se decide.

Dentro desses blocos, nem todo assunto pesa igual. A escala de cor abaixo mostra a recorrência: quanto mais quente (vermelho/laranja), mais o tema aparece. Use como bússola de prioridade.

Conhecimentos pedagógicos (BNCC, teorias, práticas)muito recorrente
Legislação educacional (LDB, ECA, DCNEI)muito recorrente
Língua Portuguesarecorrente
Matemática e raciocínio lógicorecorrente
Atualidades e conhecimentos geraisfrequente
Informática básicamoderado

Frequência relativa dos assuntos (referência qualitativa, não medição exata).

Repara que Português e Matemática seguem valendo muitos pontos. Não caia na armadilha de estudar só pedagogia: em várias bancas, zerar uma disciplina elimina o candidato, por melhor que seja a nota total. Se você precisa reforçar a base, os guias sobre o que mais cai de Português e o que mais cai de Raciocínio Lógico e Matemática te economizam muito tempo.

Os temas pedagógicos que mais caem, com macetes

Agora vamos ao que realmente decide a sua aprovação. Vou pegar os assuntos de maior peso da parte específica, um por um, com o essencial, um macete de bolso e, nos mais quentes, uma questão comentada no estilo das bancas.

A BNCC na Educação Infantil

Se tem um documento que você precisa dominar, é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na educação infantil, ela abandona a lógica de “matérias” e organiza o currículo em cinco campos de experiência e seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento. A banca adora perguntar quais são — e adora misturar com termos do Ensino Fundamental para te confundir.

Os cinco campos de experiências são: o eu, o outro e o nós; corpo, gestos e movimentos; traços, sons, cores e formas; escuta, fala, pensamento e imaginação; e espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Já os seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento são: conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. Repare que “expressar-se” é reflexivo no texto oficial — e a banca cobra a letra do documento. São duas listas independentes: os direitos valem para todos os campos, não existe um direito “de cada” campo.

💡 Macete: os direitos de aprendizagem são seis verbos — conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. Se aparecer “unidades temáticas”, “objetos de conhecimento” ou “áreas de conhecimento”, desconfie: isso é do Ensino Fundamental, não da educação infantil.
Questão comentada · estilo FGV

Na Educação Infantil, a BNCC organiza o currículo em cinco campos de experiência. Assinale a alternativa que apresenta um deles: (A) Unidades temáticas; (B) O eu, o outro e o nós; (C) Objetos de conhecimento; (D) Áreas do conhecimento.

Gabarito: B. “O eu, o outro e o nós” é um dos cinco campos de experiência. As outras alternativas são termos do Ensino Fundamental — a banca coloca de propósito para pegar quem decorou de forma superficial. É a pegadinha mais comum sobre a BNCC.

Cuidar e educar: a base de tudo

Esse é um princípio, não um conteúdo solto — e cai o tempo todo. Na educação infantil, cuidar e educar são indissociáveis: trocar uma fralda, ajudar a comer ou acolher um choro são momentos educativos tanto quanto uma roda de história. A banca cobra isso quando apresenta uma situação de rotina e pergunta se ela tem valor pedagógico.

💡 Macete: qualquer questão que separe o “cuidado” do “aprendizado”, tratando o cuidado como algo menor, quase sempre está errada. Na educação infantil, cuidar já é educar.

LDB, DCNEI e o que a lei diz da Educação Infantil

A LDB (Lei nº 9.394/1996) define a educação infantil como a primeira etapa da educação básica, com a finalidade de desenvolver integralmente a criança de até 5 anos. Ela também separa creche (0 a 3) e pré-escola (4 e 5). Já as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI — Resolução CNE/CEB nº 5/2009) trazem um ponto que a banca ama: os dois eixos que estruturam o currículo.

✅ Decore isto: segundo as DCNEI, o currículo da educação infantil se organiza em torno de dois eixos norteadores — as interações e a brincadeira. Esses dois eixos caem em prova toda.
💡 Macete: não confunda os eixos das DCNEI (interações e brincadeira) com os campos de experiência da BNCC (cinco). São documentos diferentes; a banca troca um pelo outro para testar sua atenção.

ECA: os direitos da criança

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA — Lei nº 8.069/1990) garante à criança prioridade absoluta e a proteção integral. Para o professor, o que mais cai é o dever de comunicar ao Conselho Tutelar suspeitas de maus-tratos, a proibição de castigos físicos e o direito à educação. Não precisa decorar o estatuto inteiro — precisa entender a lógica de proteção que ele estabelece.

Os grandes teóricos: Piaget, Vygotsky e Wallon

Os três aparecem em praticamente todo concurso, e a banca quer que você associe cada ideia ao seu autor. Não é decoreba de biografia — é reconhecer o conceito-chave de cada um.

TeóricoIdeia centralPalavra-chave
PiagetA criança constrói o conhecimento em estágios de desenvolvimentoConstrutivismo / estágios
VygotskyAprende-se na interação social, com a mediação do outroSociointeracionismo / ZDP
WallonA afetividade e a emoção são centrais no desenvolvimentoAfetividade / emoção
💡 Macete: associe por uma palavra só — Piaget é estágios, Vygotsky é interação (e a famosa ZDP, a zona de desenvolvimento proximal), Wallon é afetividade. Com esses três gatilhos você resolve a maioria das questões de teóricos.
Questão comentada · estilo Cebraspe

O conceito de zona de desenvolvimento proximal, que descreve a distância entre o que a criança faz sozinha e o que consegue fazer com a ajuda de um adulto ou colega mais experiente, é uma contribuição de Vygotsky. Certo ou errado?

Gabarito: Certo. A zona de desenvolvimento proximal (ZDP) é a marca registrada de Vygotsky e do sociointeracionismo. Ela sustenta a ideia de mediação: o professor atua nessa zona para levar a criança adiante. Se a banca atribuir a ZDP a Piaget ou Wallon, está errado.

O brincar como eixo do trabalho

Já falamos que o brincar é o modo de aprender da criança pequena — mas vale aprofundar, porque a banca cobra o brincar em várias camadas. Ela pergunta sobre o brincar livre versus o brincar dirigido, sobre o papel do professor como mediador (e não como quem apenas vigia) e sobre a importância do faz de conta para o desenvolvimento simbólico. Autores como Kishimoto e Vygotsky costumam aparecer aqui.

💡 Macete: na educação infantil, o professor que “deixa brincar” e observa com intenção pedagógica está certo; o que trata o brincar como “tempo perdido” ou mero descanso, errado. A banca sempre valoriza a brincadeira intencional.

Avaliação na Educação Infantil

Esse é um dos assuntos que mais derrubam candidato desatento. Na educação infantil, a avaliação não tem nota, não reprova e não classifica. Ela é feita por observação e registro — relatórios, portfólios, fichas de acompanhamento — para conhecer cada criança e planejar melhor. É o que dizem as DCNEI: acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação.

Questão comentada · estilo Cebraspe

Na Educação Infantil, a avaliação deve ser feita por meio de provas e notas que definem a promoção da criança para a etapa seguinte. Certo ou errado?

Gabarito: Errado. A avaliação na educação infantil é por observação e registro, sem prova, nota ou retenção (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009). A criança não “reprova” na pré-escola. Trocar isso por “provas e notas” é o erro que a banca planta para pegar quem pensou no Ensino Fundamental.

Língua Portuguesa: não deixe pontos na mesa

Metade da prova é de básicos, e Português é o campeão desse bloco. O foco é interpretação de texto e as regras clássicas de gramática — concordância, crase, pontuação, uso dos porquês. Como o professor lida com leitura e escrita o tempo todo, a banca cobra o idioma com um pouco mais de rigor. É ponto que você não pode deixar escapar: treine com os simulados de Língua Portuguesa com gabarito comentado e reforce a teoria com os materiais gratuitos de Português.

Questão comentada · estilo VUNESP

Um texto afirma que “a nova política poderá ampliar as vagas em creches”. Conclui-se que a nova política ampliará as vagas em creches. Certo ou errado?

Gabarito: Errado. O texto usou “poderá” — uma possibilidade. A alternativa transformou em certeza. Trocar “pode” por “vai fazer” é a extrapolação mais comum em interpretação de texto. Volte ao trecho e confira a força do verbo antes de marcar.

Quanto ganha um Professor de Educação Infantil

Para comparar salários desse cargo, o padrão mais justo é usar a jornada de 40 horas semanais. Muitos editais aparecem com 20h, 25h ou 30h, mas o valor precisa ser convertido mentalmente antes da comparação. Um salário de R$ 2.700 para 20h, por exemplo, equivale a cerca de R$ 5.400 em 40h.

A principal referência nacional é o piso do magistério. Em 2026, o piso nacional do magistério foi atualizado para R$ 5.130,63 para 40h semanais. Considerando o salário mínimo de R$ 1.621,00 em 2026, isso representa aproximadamente 3,16 salários mínimos.

Na prática, em muitos concursos municipais para Professor de Educação Infantil com jornada equivalente a 40h, o vencimento inicial costuma aparecer perto de 3,1 a 3,5 salários mínimos, especialmente quando o município segue o piso nacional. Em cidades com plano de carreira melhor, gratificações ou valorização por titulação, o valor pode passar disso. Em Santa Catarina e em municípios médios da região Sul, por exemplo, é comum encontrar editais próximos de R$ 5.400 a R$ 5.500 para 40h.

ReferênciaComo interpretar
Piso do magistérioR$ 5.130,63 para 40h em 2026, cerca de 3,16 salários mínimos
Municípios que pagam perto do pisoem geral, perto de 3,1 a 3,3 salários mínimos para 40h
Municípios com carreira melhorpodem ficar perto de 3,4 a 4 salários mínimos ou mais, conforme edital, titulação e benefícios
Editais de 20h, 25h ou 30hcompare sempre proporcionalmente; não misture jornadas diferentes como se fossem iguais

Referências aproximadas para comparação. O valor exato depende do edital, da jornada, do município, do plano de carreira, de gratificações e de benefícios.

Atenção à jornada — é aqui que muita gente se confunde. O piso é calculado para 40 horas semanais, mas vários editais desse cargo abrem vagas de 20h, 25h ou 30h. Nesses casos, o vencimento pode aparecer menor porque a jornada também é menor. Antes de comparar dois concursos, transforme tudo para a mesma carga horária.

Outro direito importante: a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) garante que no mínimo 1/3 da jornada seja de hora-atividade — tempo remunerado para planejamento, estudo e registro, fora da interação direta com as crianças. Numa jornada de 30 horas, por exemplo, até 20 são em sala e pelo menos 10 são de planejamento.

E o salário não fica parado: a maioria dos planos de carreira prevê progressão por titulação. Uma pós-graduação pode gerar adicional; mestrado e doutorado costumam elevar ainda mais a remuneração. Some a isso a progressão por tempo de serviço, benefícios e gratificações previstas na lei local. Por fim, o cargo efetivo é estatutário: aprovado e nomeado, você cumpre o estágio probatório de 3 anos e adquire a estabilidade.

Como se preparar passo a passo

Estudar sem método para esse cargo é desperdício de tempo. O caminho que rende é sempre o mesmo: começar pelo que mais cai e treinar do jeito que a prova cobra. Siga esta ordem — e, para transformá-la numa agenda diária realista, veja também como montar uma rotina de estudos para concurso:

1 Leia o edital e descubra o formato

Antes de tudo, veja se o seu concurso usa a PND ou tem prova própria, e liste as disciplinas com o número de questões de cada uma. É esse mapa que define suas prioridades — estudar sem ele é andar às cegas.

2 Comece pela legislação e pela BNCC

É o maior bloco de pontos. Domine a BNCC (campos de experiência e direitos), as DCNEI (os dois eixos), a LDB e o ECA. Estude a lei com questões ao lado, nunca só lendo o texto seco.

3 Domine os teóricos e o desenvolvimento infantil

Piaget, Vygotsky e Wallon, mais as fases do desenvolvimento e o papel do brincar. Associe cada autor a uma palavra-chave e treine questões que descrevem situações de sala.

4 Não abandone os básicos

Português e Matemática costumam ter peso importante e podem eliminar quando há nota mínima por bloco. Reserve um tempo fixo por semana para eles, focando interpretação de texto, gramática e as contas mais cobradas.

5 Resolva questões e monte um caderno de erros

Depois de cada assunto, faça questões da sua banca e anote toda que errar, com o motivo. Esse caderno vira o seu material de revisão mais valioso, porque mostra exatamente onde estão as suas lacunas.

6 Simule a prova e organize os títulos

Na reta final, faça simulados cronometrados no formato do seu concurso. E separe já os seus diplomas e certificados — a prova de títulos pode ser a diferença entre passar e ficar na fila.

Os erros que mais reprovam

  • Achar que basta gostar de criança. Gostar ajuda, mas a prova cobra teoria, legislação e prática pedagógica. Sem estudo, o carinho não vira ponto.
  • Ignorar a legislação. É o bloco que mais cai e o que muita gente deixa para o fim. Comece por ela, não termine por ela.
  • Decorar teórico sem entender. A banca não pergunta a biografia de Piaget; ela descreve uma situação de sala e pede o autor. O que conta é reconhecer o conceito funcionando.
  • Largar Português e Matemática. Em várias bancas, zerar uma disciplina elimina, por melhor que seja a nota total. Não deixe os básicos de lado.
  • Não ler o edital. Estudar sem saber se o concurso usa a PND ou prova própria, e sem ver o peso de cada matéria, é treinar no escuro.
  • Só assistir aula e não resolver questão. Teoria sem prática dá a falsa sensação de que você aprendeu. É resolvendo que o conteúdo fixa e as pegadinhas ficam visíveis.

Cronograma de estudo sugerido

Não existe fórmula única, mas uma progressão te impede de se perder. O modelo abaixo serve tanto para quem tem meses quanto para quem tem semanas — é só esticar ou comprimir cada fase conforme o tempo até a sua prova.

FaseFoco principalO que fazer na prática
InícioLegislação e BNCCBNCC, DCNEI, LDB e ECA, com questões após cada tema; começar Português em paralelo
MeioTeóricos e prática pedagógicaPiaget, Vygotsky, Wallon, desenvolvimento infantil, brincar, avaliação e planejamento
AvançadoBásicos e pontos restantesReforçar Português e Matemática; atualidades e informática se o edital cobrar
Reta finalRevisão e simuladosRevisar o caderno de erros, fazer simulados cronometrados e organizar os títulos

Cronograma por fase: adapte a duração de cada etapa ao tempo que falta para a sua prova.

Um detalhe que multiplica o resultado: intercale as fases com revisão espaçada. Em vez de estudar a legislação uma vez e nunca mais voltar, releia o caderno de erros em intervalos crescentes — depois de um dia, de três, de uma semana. É esse retorno programado que transforma o conteúdo de curto prazo em memória de longo prazo. E se a sua agenda é apertada — trabalho, família, pouco espaço para estudar —, o guia de como estudar para concurso com pouco tempo por dia mostra como render mesmo com 30 a 60 minutos diários.

Mitos e dicas finais

Alguns bordões atrapalham quem quer esse cargo. Vale derrubar três antes da sua prova:

  • “É só brincar com criança.” Não é. O brincar é ferramenta pedagógica séria, e a prova cobra teoria, legislação e planejamento a fundo.
  • “Professor de educação infantil ganha pouco.” Depende. Considerando o piso nacional do magistério e os editais de 40h semanais, a remuneração inicial costuma ficar acima de 3 salários mínimos, podendo crescer com titulação, benefícios e plano de carreira.
  • “Qualquer um passa.” Não. É um dos cargos mais disputados dos concursos municipais justamente por ter muitas vagas. Quem estuda com estratégia sai na frente.

Para o dia da prova, quatro atitudes fazem diferença: leia o enunciado até o fim antes de olhar as alternativas; desconfie de questões que separam o cuidar do educar ou que trazem “provas e notas” na educação infantil; associe cada teórico à sua palavra-chave; e administre o tempo — se travar numa questão, siga em frente e volte depois.

Onde treinar de graça

Teoria sem prática não fixa. Reuni aqui, sem cobrar nada e sem cadastro, o material para você sair do “eu li” e chegar ao “eu acerto”:

Perguntas frequentes sobre o concurso de Professor de Educação Infantil

Qual a formação exigida para ser Professor de Educação Infantil?

Na maioria dos concursos, exige-se licenciatura em Pedagogia ou o curso Normal Superior. Alguns editais ainda aceitam o antigo Magistério (nível médio, modalidade Normal) para a creche, mas essa exigência vem caindo e a maioria pede nível superior. Confira sempre o requisito no edital do seu concurso.

Quanto ganha um Professor de Educação Infantil?

A referência é o piso nacional do magistério. Em 2026, ele é de R$ 5.130,63 para 40h semanais, cerca de 3,16 salários mínimos. Em muitos editais municipais, a remuneração inicial fica perto de 3,1 a 3,5 salários mínimos para jornada equivalente a 40h, podendo ser maior conforme plano de carreira, titulação, gratificações e benefícios.

O que mais cai na prova?

Cerca de metade da prova é de conhecimentos específicos e pedagógicos: BNCC, DCNEI, LDB, ECA, teóricos como Piaget, Vygotsky e Wallon, desenvolvimento infantil, o brincar e a avaliação. A outra metade são os básicos, com destaque para Língua Portuguesa e Matemática. A proporção exata muda conforme a banca.

O que é a PND e ela substitui o concurso?

A PND (Prova Nacional Docente) é um exame nacional que pode ser usado por estados e municípios como etapa única ou complementar em editais de seleção para o magistério público. Ela não substitui o edital da rede: cada prefeitura ou estado define se usará PND, prova própria, títulos ou combinação de etapas. Para Educação Infantil, confira se o edital enquadra o cargo na área de Pedagogia.

Preciso de experiência em sala de aula para me inscrever?

Não. A experiência não costuma ser requisito de entrada; quando existe, ela vale pontos na prova de títulos. Recém-formados em Pedagogia ou Normal Superior podem e devem prestar o concurso desde o início da carreira.

Qual a diferença entre creche e pré-escola?

A creche atende crianças de 0 a 3 anos e a pré-escola, de 4 e 5 anos — as duas fazem parte da educação infantil, a primeira etapa da educação básica. A pré-escola é de matrícula obrigatória desde a Emenda Constitucional nº 59/2009; a creche é um direito, mas não obrigatória.

A criança “reprova” na educação infantil?

Não. Na educação infantil a avaliação é feita por observação e registro, sem prova, nota ou retenção, conforme as DCNEI. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento de cada criança e planejar melhor, nunca selecionar ou classificar. Esse é um dos pontos que mais caem em prova.

Quanto tempo por dia devo estudar?

Não existe número mágico: o que rende é a constância. De uma a duas horas por dia, com resolução de questões, superam maratonas de fim de semana. O mais importante é revisar os erros em ciclos curtos, para o conteúdo fixar de verdade até o dia da prova.

Onde treino com questões do cargo?

O JR Concursos tem simulados gratuitos organizados por cargo, com questões no contexto real da prova de Professor de Educação Infantil, além de simulados por disciplina e provas anteriores em PDF. Treinar com regularidade é a forma mais eficiente de transformar teoria em acerto no dia da prova.

Bora treinar agora?

O jeito mais rápido de fixar tudo isto é resolvendo questões comentadas do cargo, no seu ritmo e de graça.

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