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Como Passar em Concursos para Técnico em Enfermagem

Como Passar em Concursos para Técnico em Enfermagem

O que o profissional faz, as matérias que mais caem, quanto ganha considerando o piso da enfermagem, a jornada e os adicionais, além de um plano de estudo que rende de verdade — com exemplos práticos e questões comentadas.

Se você quer passar no concurso de Técnico em Enfermagem, este guia é o seu ponto de partida. Aqui eu te mostro, sem enrolação, o que o profissional faz de verdade, quais matérias mais caem na prova, como funciona o piso nacional da enfermagem, quais adicionais podem entrar no salário e como montar uma rotina de estudo que funciona — tudo com exemplos práticos e questões comentadas no estilo das principais bancas. A saúde é uma das áreas que mais abrem vagas em concursos municipais e estaduais, e esse é um dos cargos mais requisitados dela.

O que faz o Técnico em Enfermagem

Antes de estudar para o cargo, você precisa entender o que ele é — porque a prova cobra exatamente isso. O técnico em enfermagem é quem está na linha de frente do cuidado: administra medicamentos, verifica sinais vitais, faz curativos, coleta materiais para exames, prepara o paciente para procedimentos, aplica vacinas e acompanha a evolução de quem está internado ou em atendimento. É o profissional que mais tempo passa ao lado do paciente.

E aqui vai um ponto que a banca ama cobrar: pela Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei nº 7.498/1986), o técnico exerce atividades de nível médio sob a supervisão do enfermeiro. Isso não diminui o cargo — define o time. A equipe de enfermagem funciona em camadas: o enfermeiro planeja e supervisiona, o técnico executa o cuidado de maior complexidade técnica do nível médio, e o auxiliar apoia nas atividades mais simples. Saber quem faz o quê é tema recorrente de prova.

No serviço público, o técnico atua em vários cenários: unidades básicas de saúde (as UBS dos bairros), hospitais, prontos-socorros, SAMU, vigilância em saúde, escolas e até unidades prisionais. Em prefeituras pequenas, é comum o mesmo profissional circular entre a sala de vacina, o curativo e a triagem — o que torna o conhecimento amplo mais valioso que a especialização.

E o mercado público é enorme: como a saúde é obrigação constitucional dos três níveis de governo, praticamente toda prefeitura tem técnicos em enfermagem no quadro, e os concursos abrem o ano inteiro. Mas seja honesto consigo: onde há muitas vagas, há muitos candidatos — a concorrência é real, e quem estuda com estratégia sai na frente.

Requisitos: quem pode se inscrever

A regra é objetiva e vale em todo o país: para ser técnico em enfermagem concursado você precisa de curso Técnico em Enfermagem completo (nível médio, em instituição reconhecida) e de registro ativo no COREN — o Conselho Regional de Enfermagem do seu estado. Sem o registro, você pode até fazer a prova em alguns editais, mas não toma posse. A exigência vem da Lei nº 7.498/1986 e do Decreto nº 94.406/1987, que regulamentam o exercício da profissão.

Além disso, valem os requisitos comuns a qualquer concurso: idade mínima de 18 anos, estar em dia com as obrigações eleitorais e militares e aptidão física e mental para o cargo (verificada no exame admissional). Alguns editais pedem também a quitação com o próprio COREN — anuidade em dia.

Um detalhe que anima quem está começando: experiência não costuma ser requisito de entrada em concurso público — diferente dos processos seletivos temporários, que às vezes pontuam tempo de atuação. Recém-formado pode e deve prestar. Antes de qualquer coisa, leia o edital do seu concurso com calma — e, se ainda não domina essa leitura, o guia Como Analisar um Edital de Concurso Público te ensina o passo a passo.

As etapas do concurso

Para o técnico em enfermagem, o jogo se decide quase sempre numa etapa só: a prova objetiva, eliminatória e classificatória. Diferente dos cargos de nível superior, a prova de títulos raramente se aplica ao nível técnico — em grandes seleções estaduais da saúde, é comum os títulos valerem apenas para os cargos de nível superior. Traduzindo: a sua nota na objetiva é praticamente tudo.

Depois da prova, o fluxo padrão é: gabarito preliminar, prazo de recursos, resultado, homologação e convocação conforme a necessidade. Na posse, entram o exame admissional e a comprovação dos requisitos (diploma do curso técnico e registro no COREN ativo).

Fique atento também à diferença entre concurso público (cargo efetivo, estatutário, com estabilidade) e processo seletivo simplificado (contrato temporário, às vezes até sem prova, só por títulos e experiência). Os dois convivem na saúde: há redes que, no mesmo ano em que fazem concurso, abrem processos seletivos só de análise curricular. O concurso é o caminho da carreira; o seletivo pode ser a porta de entrada para ganhar experiência enquanto você estuda.

💡 Guarde esta: no nível técnico, cada questão da objetiva vale ouro — não existe título para recuperar depois. Por isso a estratégia deste guia é toda voltada para maximizar acertos na prova, começando pelo bloco que mais pesa: os conhecimentos específicos.

O que mais cai na prova de Técnico em Enfermagem

A prova reúne os conhecimentos básicos (Língua Portuguesa, Matemática ou Raciocínio Lógico e, conforme o edital, Atualidades, Legislação e Informática) e os conhecimentos específicos de enfermagem. E aqui vai o dado que orienta o seu estudo: o bloco de específicos é quase sempre o maior bloco isolado da prova — costuma ocupar metade das questões ou mais, enquanto os básicos se dividem entre duas ou três matérias menores.

Para você não estudar no escuro: analisando provas recentes de bancas como FURB, FEPESE e Instituto AOCP para o cargo, o bloco de Conhecimentos Específicos ocupou metade das questões ou mais — e, nas seleções estaduais e federais de grande porte, foi o maior bloco isolado da prova, às vezes com pontuação mínima exigida separadamente em Língua Portuguesa e em Conhecimentos Específicos. A proporção exata muda de banca para banca, mas o recado não muda: é na enfermagem que a prova se decide.

Dentro desses blocos, nem todo assunto pesa igual. A escala de cor abaixo mostra a recorrência: quanto mais quente (vermelho/laranja), mais o tema aparece. Use como bússola de prioridade.

Procedimentos e fundamentos de enfermagemmuito recorrente
SUS e legislação da saúdemuito recorrente
Língua Portuguesarecorrente
Ética profissional e lei do exercíciorecorrente
Matemática e raciocínio lógicofrequente
Atualidades, gerais e informáticamoderado

Frequência relativa dos assuntos (referência qualitativa, não medição exata). Confira sempre o conteúdo programático do seu edital.

Repara que Português e Matemática seguem valendo muitos pontos — e em várias bancas há nota mínima por bloco: zerar ou ir mal demais numa disciplina elimina, por melhor que seja o resto. Se você precisa reforçar a base, os guias sobre o que mais cai de Português e o que mais cai de Raciocínio Lógico e Matemática te economizam muito tempo — e a Matemática aqui tem um bônus: ela volta dentro dos específicos, no cálculo de medicação.

Os temas específicos que mais caem, com macetes

Agora vamos ao que decide a sua aprovação. Vou pegar os assuntos de maior peso do bloco específico, um por um, com o essencial, um macete de bolso e, nos mais quentes, uma questão comentada no estilo das bancas.

SUS: princípios e legislação

Se tem um assunto que cai em toda prova da saúde pública, é o Sistema Único de Saúde. A base legal você precisa ter na ponta da língua: a Constituição de 1988 (art. 196: “saúde é direito de todos e dever do Estado”), a Lei nº 8.080/1990 (organização e funcionamento do SUS) e a Lei nº 8.142/1990 (participação da comunidade e financiamento). E a pegadinha preferida das bancas é misturar os dois grupos de princípios:

Princípios doutrinários (a filosofia)Princípios organizativos (o funcionamento)
Universalidade — saúde para todos, sem exceçãoDescentralização — comando único em cada esfera de governo
Integralidade — o cuidado completo, da prevenção à reabilitaçãoRegionalização e hierarquização — a rede organizada por níveis de complexidade
Equidade — tratar desigualmente os desiguais, priorizando quem mais precisaParticipação da comunidade — conselhos e conferências de saúde
💡 Macete: doutrinários são os três “valores” — Universalidade, Integralidade, Equidade (guarde “UIE”). Organizativos são o “como funciona”: descentralização, regionalização/hierarquização e participação. Se a questão chamar “equidade” de organizativo, está errada.
Questão comentada · estilo Cebraspe

A equidade, princípio doutrinário do SUS, consiste em oferecer exatamente o mesmo atendimento a todos os usuários, independentemente das necessidades de cada um. Certo ou errado?

Gabarito: Errado. A questão descreveu a igualdade, não a equidade. Equidade é tratar desigualmente os desiguais: oferecer mais a quem mais precisa, para reduzir desigualdades. É a troca de conceito mais cobrada em prova de SUS — leia com calma antes de marcar.

Ética profissional e a Lei do Exercício

Dois documentos mandam aqui: a Lei nº 7.498/1986 (com o Decreto nº 94.406/1987), que define o que cada categoria pode fazer, e o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução Cofen nº 564/2017), que organiza direitos, deveres e proibições. A banca adora duas coisas: perguntar o limite de atuação do técnico e testar situações de sigilo profissional.

✅ Decore isto: o técnico em enfermagem exerce atividades de nível médio, cabendo-lhe especialmente participar da programação da assistência e executar ações assistenciais — sempre sob supervisão do enfermeiro. Atividades privativas do enfermeiro (como a consulta de enfermagem e os cuidados de maior complexidade técnica a pacientes graves) não podem ser delegadas ao técnico.
Questão comentada · estilo AOCP

De acordo com a Lei nº 7.498/1986, o técnico em enfermagem exerce atividade de nível médio, cabendo-lhe, entre outras atribuições, participar da programação da assistência de enfermagem, sob supervisão do enfermeiro. Certo ou errado?

Gabarito: Certo. É a literalidade da lei: atividade de nível médio + participação na programação da assistência + supervisão do enfermeiro. Quando a banca trocar “sob supervisão do enfermeiro” por “de forma autônoma”, o item vira errado — é a inversão clássica.

Sinais vitais

É o feijão com arroz do cargo — e por isso cai muito. Você precisa dominar os valores de referência do adulto em repouso e o jeito certo de aferir cada um:

Sinal vitalReferência no adultoO que a banca cobra
Frequência cardíaca60 a 100 bpmAbaixo de 60 = bradicardia; acima de 100 = taquicardia
Frequência respiratória12 a 20 irpmAbaixo = bradipneia; acima = taquipneia
Pressão arterialÓtima: menor que 120×80 mmHgTécnica de aferição e classificação da hipertensão
Temperatura axilarEm torno de 36 °C a 37 °CFebre a partir de 37,8 °C; hipotermia abaixo de 35 °C
💡 Macete: os prefixos resolvem metade das questões — taqui = rápido, bradi = lento, pneia = respiração, cardia = coração. “Taquipneia” você decifra na hora, mesmo nervoso.

Administração de medicamentos: os 9 certos

A segurança do paciente virou prioridade nacional, e a lista dos “certos” da medicação — que começou com 5 — hoje é cobrada na versão ampliada de 9 certos: paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, hora certa, registro certo, orientação certa, forma certa e resposta certa. A banca gosta de esconder um item inventado no meio da lista, ou de perguntar o que fazer diante de uma prescrição ilegível (resposta: não administrar; confirmar com quem prescreveu).

Questão comentada · estilo AOCP

Entre os “certos” da administração segura de medicamentos estão o paciente certo, o medicamento certo, a dose certa, a via certa e a hora certa. Certo ou errado?

Gabarito: Certo. Esses são os 5 certos clássicos, todos presentes também na lista ampliada dos 9 (que soma registro, orientação, forma e resposta). Cuidado com o movimento inverso: se a banca disser que a lista ampliada tem apenas esses cinco, ou incluir um “certo” que não existe (como “leito certo”), o item fica errado.

Cálculo de medicação e gotejamento

É aqui que a Matemática invade os específicos — e onde muita gente perde ponto fácil. Dois cálculos dominam as provas: a regra de três para doses (diluição, quantidade a aspirar) e o gotejamento de soro. Para macrogotas, a fórmula que resolve quase tudo é: gotas por minuto = volume (mL) ÷ (tempo em horas × 3). Vou resolver um na sua frente:

✅ Na prática: prescrição de 500 mL de soro fisiológico para correr em 8 horas. Gotas/min = 500 ÷ (8 × 3) = 500 ÷ 24 ≈ 21 gotas por minuto. Para microgotas, o macete é ainda melhor: microgotas/min = volume ÷ tempo em horas (500 ÷ 8 ≈ 63 microgotas/min), porque 1 mL = 20 gotas = 60 microgotas.
Questão comentada · estilo AOCP

Foi prescrita a infusão de 1.000 mL de solução em 10 horas, em equipo de macrogotas. O gotejamento deve ser de aproximadamente 33 gotas por minuto. Certo ou errado?

Gabarito: Certo. Aplicando a fórmula: 1.000 ÷ (10 × 3) = 1.000 ÷ 30 ≈ 33 gotas/min. Grave a fórmula “volume dividido por três vezes o tempo” e esse tipo de questão vira ponto garantido — ela aparece em quase todo concurso do cargo.

Imunização e rede de frio

Na atenção básica, a sala de vacina é território do técnico — e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) rende questões todo ano. Os campeões: a temperatura de conservação das vacinas, os tipos de via de administração e as condutas diante de frasco multidose. O número de ouro você não pode esquecer:

✅ Decore isto: na sala de vacina, os imunobiológicos são conservados entre +2 °C e +8 °C, com a temperatura ideal em torno de +5 °C. Fora dessa faixa, aciona-se o procedimento de desvio de qualidade — a vacina não é aplicada até avaliação.
Questão comentada · estilo Cebraspe

Na sala de vacinação, os imunobiológicos devem ser mantidos em temperatura entre +2 °C e +8 °C. Certo ou errado?

Gabarito: Certo. É a faixa do PNI para a conservação na ponta (sala de vacina). Se a banca trocar por “0 °C a 8 °C” ou “−2 °C a +8 °C”, o item fica errado — o congelamento inativa várias vacinas, então o limite inferior é +2 °C mesmo.

Biossegurança e NR-32

A Norma Regulamentadora nº 32 trata da segurança de quem trabalha na saúde, e dois pontos dela caem sem parar: o manejo de perfurocortantes e o uso de EPIs. Junto dela vem a higienização das mãos — a medida mais eficaz para prevenir infecção relacionada à assistência, organizada nos 5 momentos preconizados pela OMS e pela Anvisa (antes de tocar o paciente; antes de procedimento asséptico; após risco de exposição a fluidos; após tocar o paciente; após tocar as áreas próximas ao paciente).

⚠️ O erro que reprova (na prova e na vida): reencapar agulhas. É expressamente proibido pela NR-32. O descarte de perfurocortantes é imediato, em recipiente rígido e resistente à perfuração, preenchido no máximo até o limite indicado. Qualquer alternativa que mande “reencapar com técnica” está errada.

Curativos, feridas e anotação de enfermagem

Fechando o núcleo do cargo: técnica asséptica em curativos (do mais limpo para o mais contaminado), sinais de infecção na ferida (calor, rubor, dor, edema) e a anotação de enfermagem — o registro objetivo do que foi feito e observado, com data, hora e identificação de quem anotou. A banca cobra a diferença entre a anotação (feita por toda a equipe) e a evolução de enfermagem (privativa do enfermeiro, dentro da Sistematização da Assistência).

💡 Macete: anotação = fotografia do que aconteceu, feita por qualquer membro da equipe. Evolução = análise do quadro, privativa do enfermeiro. Se a questão atribuir a evolução ao técnico, está errada.

Quanto ganha um Técnico em Enfermagem: piso, jornada e adicionais

A referência nacional da categoria é o piso da enfermagem, criado pela Lei nº 14.434/2022. Para o Técnico em Enfermagem, o piso é de R$ 3.325,00, equivalente a 70% do piso do enfermeiro. Considerando o salário mínimo de R$ 1.621,00 em 2026, esse valor representa aproximadamente 2,05 salários mínimos.

Esse número deve ser usado como referência, não como promessa de salário igual em todos os editais. No serviço público, a remuneração depende da jornada, do vínculo, da esfera do órgão e das regras de aplicação do piso. Em muitos concursos para jornada próxima de 30h semanais, o valor inicial costuma aparecer na faixa de R$ 3.500 a R$ 4.000, especialmente quando há complementação do piso, insalubridade, adicional noturno, gratificações ou auxílio-alimentação.

A jornada muda bastante: há editais de 30h, 36h, 40h e escalas de plantão, como 12×36. Por isso, comparar apenas o salário bruto pode enganar. Para avaliar se o edital é bom, veja sempre o valor por jornada, os adicionais, a escala de trabalho e os benefícios. Uma remuneração menor em reais pode ser mais vantajosa se a carga horária for reduzida ou se permitir outro vínculo.

Em prefeituras menores, o valor inicial pode ficar mais próximo do piso ou depender de complementação. Em hospitais públicos, redes estaduais, SAMU e grandes municípios, a remuneração tende a subir com adicionais, plantões, auxílio-alimentação e plano de carreira. O cargo efetivo ainda traz estabilidade após o estágio probatório, o que torna o concurso mais atrativo do que o vencimento-base isolado.

Como se preparar passo a passo

Estudar sem método para esse cargo é desperdício de tempo. O caminho que rende é sempre o mesmo: começar pelo que mais cai e treinar do jeito que a prova cobra. Siga esta ordem — e, para transformá-la numa agenda diária realista, veja também como montar uma rotina de estudos para concurso:

1 Leia o edital e mapeie a prova

Liste as disciplinas, o número de questões de cada uma e se há nota mínima por bloco. Confira também se é concurso efetivo ou processo seletivo temporário — muda tudo no seu planejamento.

2 Comece pelo SUS e pela legislação

Lei 8.080, Lei 8.142, princípios doutrinários e organizativos, lei do exercício profissional e Código de Ética. É o miolo mais previsível da prova — e o que rende ponto mais rápido. Estude a lei sempre com questões ao lado.

3 Domine os procedimentos e o cálculo

Sinais vitais, os 9 certos, gotejamento, imunização, biossegurança e curativos. Refaça os cálculos de medicação até virarem automáticos: é a parte que mais derruba candidato despreparado — e a mais fácil de garantir com treino.

4 Não abandone os básicos

Português e Matemática podem eliminar quem vai mal demais neles. Reserve um tempo fixo por semana, focando interpretação de texto, gramática aplicada e as contas mais cobradas.

5 Resolva questões e monte um caderno de erros

Depois de cada assunto, faça questões da sua banca e anote toda que errar, com o motivo. Esse caderno vira o seu material de revisão mais valioso, porque aponta exatamente onde estão as suas lacunas.

6 Simule a prova real

Na reta final, faça simulados cronometrados no formato do seu concurso. Treinar sob pressão ajusta o ritmo, revela os assuntos que ainda escapam e evita que o nervosismo custe pontos no dia.

Os erros que mais reprovam

  • Confiar só na prática. Quem já trabalha na área acha que não precisa estudar — e cai nas questões de lei, que cobram a letra da norma, não a rotina do plantão.
  • Fugir do cálculo de medicação. É previsível, tem fórmula pronta e cai quase sempre. Deixar de treinar gotejamento é doar ponto para o concorrente.
  • Confundir igualdade com equidade. A troca de conceito mais batida das provas de SUS — e segue derrubando gente todo ano.
  • Ignorar os limites legais do cargo. Saber o que o técnico pode e o que é privativo do enfermeiro (Lei 7.498/1986) é tema certo de prova.
  • Largar Português e Matemática. Onde há nota mínima por bloco, ir mal nos básicos elimina, por melhor que seja a nota nos específicos.
  • Só assistir aula e não resolver questão. Teoria sem prática dá a falsa sensação de que você aprendeu. É resolvendo que o conteúdo fixa e as pegadinhas ficam visíveis.

Cronograma de estudo sugerido

Não existe fórmula única, mas uma progressão te impede de se perder. O modelo abaixo serve tanto para quem tem meses quanto para quem tem semanas — é só esticar ou comprimir cada fase conforme o tempo até a sua prova.

FaseFoco principalO que fazer na prática
InícioSUS e legislaçãoLeis 8.080 e 8.142, princípios, lei do exercício e Código de Ética, com questões após cada tema; começar Português em paralelo
MeioProcedimentos e cálculoSinais vitais, 9 certos, gotejamento, imunização, biossegurança e curativos, sempre refazendo os cálculos
AvançadoBásicos e pontos restantesReforçar Português e Matemática; atualidades, legislação municipal e informática se o edital cobrar
Reta finalRevisão e simuladosRevisar o caderno de erros e fazer simulados cronometrados no estilo da banca

Cronograma por fase: adapte a duração de cada etapa ao tempo que falta para a sua prova.

Um detalhe que multiplica o resultado: intercale as fases com revisão espaçada. Em vez de estudar a legislação uma vez e nunca mais voltar, releia o caderno de erros em intervalos crescentes — depois de um dia, de três, de uma semana. E se a sua agenda é apertada — plantão, família, pouco espaço para estudar —, o guia de como estudar para concurso com pouco tempo por dia mostra como render mesmo com 30 a 60 minutos diários.

Mitos e dicas finais

Alguns bordões atrapalham quem quer esse cargo. Vale derrubar três antes da sua prova:

  • “Quem já trabalha na área passa fácil.” A experiência ajuda nos procedimentos, mas a prova cobra a letra da lei — e é nela que o profissional experiente mais erra.
  • “Técnico em enfermagem ganha pouco.” Depende. O piso nacional representa cerca de 2,05 salários mínimos em 2026, e no serviço público muitos editais ficam acima do vencimento-base quando somam insalubridade, adicional noturno, plantões, benefícios e estabilidade.
  • “A prova é só decoreba de procedimento.” Não é. Metade do jogo é legislação (SUS, ética, exercício profissional) e cálculo — exatamente as partes que o treino sistemático resolve.

Para o dia da prova, quatro atitudes fazem diferença: leia o enunciado até o fim antes de olhar as alternativas; desconfie de itens que troquem igualdade por equidade ou que deem autonomia total ao técnico; refaça o cálculo de gotejamento no rascunho antes de marcar; e administre o tempo — se travar numa questão, siga em frente e volte depois.

Onde treinar de graça

Teoria sem prática não fixa. Reuni aqui, sem cobrar nada e sem cadastro, o material para você sair do “eu li” e chegar ao “eu acerto”:

Perguntas frequentes sobre o concurso de Técnico em Enfermagem

Qual a formação exigida para ser Técnico em Enfermagem concursado?

É preciso ter o curso Técnico em Enfermagem completo, de nível médio, em instituição reconhecida, e registro ativo no COREN do estado, conforme a Lei nº 7.498/1986 e o Decreto nº 94.406/1987. Sem o registro no conselho, o candidato aprovado não toma posse. Confira sempre os requisitos no edital do seu concurso.

Qual é o piso salarial do Técnico em Enfermagem?

O piso nacional do Técnico em Enfermagem é de R$ 3.325,00, fixado pela Lei nº 14.434/2022 como 70% do piso do enfermeiro. Considerando o salário mínimo de R$ 1.621,00 em 2026, isso equivale a aproximadamente 2,05 salários mínimos. No serviço público, o valor efetivo deve ser conferido no edital, porque pode variar conforme jornada, vínculo, complementação do piso, insalubridade, adicional noturno, plantões, gratificações e benefícios.

O que mais cai na prova?

O maior bloco é o de conhecimentos específicos: SUS e legislação da saúde, ética e lei do exercício profissional, sinais vitais, administração de medicamentos e os 9 certos, cálculo de gotejamento, imunização, biossegurança e curativos. Completam a prova os básicos, com destaque para Língua Portuguesa e Matemática. A proporção exata muda conforme a banca.

Preciso de experiência para me inscrever?

Em concursos públicos, não: a experiência não costuma ser requisito de entrada para o cargo efetivo. Ela pode pontuar em processos seletivos simplificados, que às vezes classificam apenas por títulos e tempo de atuação. Recém-formados com registro no COREN podem e devem prestar concursos desde o início da carreira.

O que o técnico em enfermagem pode fazer e o que é privativo do enfermeiro?

O técnico exerce atividades de nível médio sob supervisão do enfermeiro, como executar ações assistenciais e participar da programação da assistência. São privativas do enfermeiro atividades como a consulta de enfermagem e os cuidados diretos a pacientes graves com risco de vida, de maior complexidade técnica. Essa divisão, prevista na Lei nº 7.498/1986, é tema recorrente de prova.

Como calcular o gotejamento de soro na prova?

Para macrogotas, use a fórmula: gotas por minuto = volume em mL dividido por (tempo em horas × 3). Por exemplo, 500 mL em 8 horas resultam em aproximadamente 21 gotas por minuto. Para microgotas, basta dividir o volume pelo tempo em horas, porque 1 mL equivale a 20 gotas ou 60 microgotas.

Qual a temperatura correta de conservação das vacinas?

Na sala de vacina, os imunobiológicos devem ser conservados entre +2 °C e +8 °C, com temperatura ideal em torno de +5 °C, conforme o Programa Nacional de Imunizações. Fora dessa faixa, caracteriza-se desvio de qualidade e a vacina não deve ser aplicada até avaliação. É um dos números mais cobrados em prova.

Quanto tempo por dia devo estudar?

Não existe número mágico: o que rende é a constância. De trinta a sessenta minutos diários, com resolução de questões, superam maratonas de fim de semana — algo essencial para quem concilia plantões com o estudo. O mais importante é revisar os erros em ciclos curtos, para o conteúdo fixar de verdade.

Onde treino com questões para o cargo?

O JR Concursos tem simulados gratuitos com gabarito comentado, organizados por banca, cargo e disciplina, além de provas anteriores em PDF e materiais de apoio. Treinar com regularidade no estilo da sua banca é a forma mais eficiente de transformar teoria em acerto no dia da prova.

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