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Simulado Monitor Escolar: Florianópolis/SC – Legalle
Legalle – Florianópolis/SC
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1. Apostila 1 – Língua Portuguesa: Interpretação e Semântica
Apostila 1 – Língua Portuguesa: Interpretação e Semântica
Preparatório para Monitor Escolar – Florianópolis/SC
📑 Índice
- 1. Compreensão Textual
- 2. Denotação e Conotação
- 3. Figuras de Linguagem
- 4. Variação Linguística
1. Compreensão Textual
A compreensão textual é uma das habilidades mais cobradas em concursos públicos e envolve a capacidade de extrair informações, interpretar sentidos e refletir criticamente sobre o que foi lido. Para dominar essa competência, é fundamental compreender os diferentes níveis de leitura e as estratégias de interpretação.
Informações explícitas são aquelas que estão claramente expressas no texto, sem necessidade de inferências. O leitor precisa apenas identificar onde a informação está localizada. Essas questões geralmente começam com expressões como “segundo o texto”, “de acordo com o autor” ou “o texto afirma que”.
Informação Explícita: É aquela que pode ser encontrada literalmente no texto, através de uma leitura atenta. Não exige interpretação profunda, apenas localização precisa da informação solicitada.
- Leia atentamente o enunciado da questão antes de buscar no texto
- Identifique palavras-chave que podem guiar sua busca
- Procure sinônimos ou paráfrases das palavras do enunciado
- Atenção aos conectivos que indicam relações de causa, consequência, oposição
- Sublinhe ou marque as informações relevantes durante a leitura
As informações implícitas não estão expressas diretamente no texto, mas podem ser deduzidas a partir do contexto, das relações entre ideias e do conhecimento prévio do leitor. Esse tipo de questão exige raciocínio inferencial e capacidade de “ler nas entrelinhas”.
Informação Implícita: É aquela que não está declarada literalmente, mas pode ser inferida através de pistas textuais, contexto, pressupostos e subentendidos. Requer interpretação e análise crítica.
Tipos de Inferências:
- Inferência Lógica: Baseada em relações de causa e efeito, premissas e conclusões
- Inferência Contextual: Depende do conhecimento de mundo e do contexto situacional
- Inferência Pragmática: Relacionada às intenções comunicativas do autor
- Inferência Lexical: Baseada no significado das palavras e suas relações semânticas
Exemplo Prático: Se um texto diz “Maria chegou em casa encharcada e tremendo de frio”, podemos inferir (informação implícita) que estava chovendo e que a temperatura estava baixa, mesmo que o texto não diga isso explicitamente.
A reflexão sobre a leitura vai além da simples compreensão e envolve uma postura crítica diante do texto. O leitor reflexivo questiona, avalia, relaciona com outros textos e contextos, e constrói significados mais profundos.
- Nível Literal: Compreensão básica do que está escrito
- Nível Interpretativo: Compreensão das relações entre ideias e inferências
- Nível Crítico: Avaliação, julgamento e posicionamento sobre o texto
- Nível Criativo: Aplicação das ideias do texto em novos contextos
Todo texto bem construído apresenta uma organização lógica que facilita a compreensão. Reconhecer essa estrutura é fundamental para interpretar adequadamente as intenções do autor e as relações entre as ideias apresentadas.
- Introdução: Apresenta o tema, contextualiza e anuncia o que será desenvolvido
- Desenvolvimento: Expõe argumentos, exemplos, dados e informações que sustentam a tese
- Conclusão: Retoma as ideias principais e apresenta uma síntese ou proposta
| Tipo | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Progressão Linear | Cada informação nova serve de base para a próxima | A → B → C → D |
| Progressão com Tema Constante | Um mesmo tema é retomado e desenvolvido | A → A1 → A2 → A3 |
| Progressão com Temas Derivados | Um hipertema se divide em subtemas | A → (B, C, D) |
A coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que estabelecem conexões entre as partes do texto, garantindo sua unidade e fluidez. Dominar esses elementos é essencial para compreender as relações entre as ideias e interpretar corretamente o texto.
A coesão referencial ocorre quando um termo retoma ou antecipa outro elemento do texto, evitando repetições desnecessárias e criando continuidade.
Tipos de Referenciação:
- Anáfora: Retoma um elemento já mencionado (Ex: “Maria chegou. Ela estava cansada.”)
- Catáfora: Antecipa um elemento que será mencionado (Ex: “Foi isso que ele disse: nunca desista.”)
- Elipse: Omissão de um termo facilmente identificável (Ex: “João estudou muito. Ø Passou no concurso.”)
- Substituição Lexical: Uso de sinônimos, hiperônimos ou expressões equivalentes
Exemplo de Coesão Referencial: “O professor entrou na sala. O educador cumprimentou os alunos. Ele iniciou a aula com entusiasmo.” (Observe como “educador” e “ele” retomam “professor”)
A coesão sequencial é estabelecida por conectivos e operadores argumentativos que indicam as relações lógicas entre as ideias, como adição, oposição, causa, consequência, tempo, etc.
| Relação | Conectivos | Função |
|---|---|---|
| Adição | e, também, além disso, ademais, ainda | Acrescentar informações |
| Oposição | mas, porém, contudo, todavia, entretanto | Contrastar ideias |
| Causa | porque, pois, já que, visto que, uma vez que | Indicar motivo |
| Consequência | portanto, logo, assim, por isso, consequentemente | Indicar resultado |
| Conclusão | enfim, em suma, em síntese, finalmente | Finalizar raciocínio |
| Tempo | quando, enquanto, antes, depois, então | Situar temporalmente |
| Comparação | como, assim como, tal qual, do mesmo modo | Estabelecer semelhança |
Questões de concurso frequentemente testam se o candidato compreende a função dos conectivos. Trocar um conectivo por outro pode alterar completamente o sentido do texto. Por exemplo: “Estudou muito, mas passou” (oposição) é diferente de “Estudou muito, portanto passou” (conclusão).
Passo a Passo para Interpretação Eficiente:
- Primeira Leitura: Leia o texto completo sem interrupções para ter uma visão geral
- Identifique o Tema: Sobre o que o texto fala? Qual é a ideia central?
- Reconheça o Gênero: É um artigo de opinião? Notícia? Crônica? Texto científico?
- Leia as Questões: Antes da segunda leitura, veja o que está sendo perguntado
- Segunda Leitura: Releia marcando informações relevantes para as questões
- Analise as Alternativas: Elimine as claramente incorretas primeiro
- Volte ao Texto: Sempre que necessário, confirme suas respostas no texto
- Cuidado com Pegadinhas: Alternativas que usam palavras do texto mas distorcem o sentido
Dica de Ouro: Nunca responda baseado apenas no seu conhecimento prévio ou opinião pessoal. A resposta correta sempre estará fundamentada no texto, seja explícita ou implicitamente.
2. Denotação e Conotação
A compreensão dos sentidos denotativo e conotativo das palavras é fundamental para a interpretação textual, pois permite identificar quando a linguagem está sendo usada em seu sentido literal ou figurado. Essa distinção é frequentemente explorada em questões de concursos públicos.
Denotação é o sentido literal, objetivo e dicionarizado da palavra. É o significado básico, referencial, que não depende do contexto para ser compreendido. A linguagem denotativa é característica de textos científicos, jornalísticos, técnicos e instrucionais.
Características da Linguagem Denotativa:
- Objetividade e precisão
- Sentido único e direto
- Ausência de duplas interpretações
- Uso em contextos formais e técnicos
- Predomínio em textos informativos
Exemplos de Denotação:
• “A cobra é um réptil.” (sentido literal de cobra = animal)
• “O coração bombeia sangue.” (sentido literal de coração = órgão)
• “A estrela brilha no céu.” (sentido literal de estrela = astro)
Conotação é o sentido figurado, subjetivo e contextual da palavra. É o significado que vai além do literal, carregado de valores emotivos, culturais e simbólicos. A linguagem conotativa é característica de textos literários, publicitários, poéticos e expressivos.
Características da Linguagem Conotativa:
- Subjetividade e expressividade
- Múltiplas possibilidades de interpretação
- Dependência do contexto
- Carga emotiva e simbólica
- Predomínio em textos literários e artísticos
Exemplos de Conotação:
• “Aquele homem é uma cobra.” (cobra = pessoa traiçoeira)
• “Meu coração está partido.” (coração = sentimentos, emoções)
• “Ela é uma estrela.” (estrela = pessoa famosa, talentosa)
| Aspecto | Denotação | Conotação |
|---|---|---|
| Sentido | Literal, objetivo | Figurado, subjetivo |
| Interpretação | Única, direta | Múltipla, contextual |
| Contexto | Independente | Dependente |
| Uso | Textos técnicos, científicos | Textos literários, publicitários |
| Função | Informar com precisão | Expressar, emocionar, persuadir |
- Textos Científicos: “A água ferve a 100°C ao nível do mar.”
- Notícias Jornalísticas: “O presidente assinou o decreto ontem.”
- Manuais de Instrução: “Pressione o botão vermelho para ligar.”
- Textos Jurídicos: “O réu foi condenado a três anos de reclusão.”
- Poesia: “Minha vida é um barco à deriva no mar da solidão.”
- Publicidade: “Abra a felicidade!” (slogan de refrigerante)
- Crônicas: “A cidade acordou de mau humor naquela manhã cinzenta.”
- Letras de Música: “Você é a luz que ilumina meu caminho.”
A polissemia ocorre quando uma palavra possui múltiplos significados relacionados entre si. A ambiguidade surge quando não está claro qual sentido (denotativo ou conotativo) está sendo empregado, gerando dupla interpretação.
Exemplo de Polissemia:
A palavra “manga” pode significar:
• Parte da roupa (denotação)
• Fruta tropical (denotação)
• “Arregaçar as mangas” = preparar-se para trabalhar (conotação)
Questões de concurso frequentemente apresentam frases ambíguas e perguntam qual é o sentido correto no contexto. É fundamental analisar o contexto completo para determinar se a palavra está sendo usada em sentido denotativo ou conotativo.
Estratégias para Identificar Denotação e Conotação:
- Pergunte-se: a palavra está sendo usada em seu sentido literal do dicionário?
- Observe se há comparação implícita ou metáfora
- Analise o contexto: é um texto técnico ou literário?
- Verifique se a palavra carrega carga emotiva ou simbólica
- Considere se a interpretação literal faria sentido na frase
| Frase | Tipo | Explicação |
|---|---|---|
| “O leão é o rei da selva.” | Conotação | Leão não é literalmente um rei, mas simboliza poder |
| “O leão pertence à família dos felinos.” | Denotação | Informação científica objetiva |
| “Ela tem um coração de ouro.” | Conotação | Coração não é feito de ouro, significa bondade |
| “O coração tem quatro câmaras.” | Denotação | Descrição anatômica literal |
3. Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos expressivos utilizados para tornar a comunicação mais rica, emotiva e persuasiva. Elas desviam a linguagem de seu uso convencional para criar efeitos de sentido especiais. O domínio desse conteúdo é essencial para interpretação de textos literários e publicitários em concursos.
As figuras de palavra trabalham com o significado das palavras, explorando relações de semelhança, proximidade ou substituição entre termos.
É uma comparação implícita, sem o uso de conectivo comparativo. Consiste em atribuir a um termo o significado de outro, baseando-se em uma relação de semelhança.
Exemplos de Metáfora:
• “Minha vida é um livro aberto.” (vida = livro)
• “Aquele homem é um leão.” (homem = leão, pela coragem)
• “Seus olhos são duas estrelas brilhantes.” (olhos = estrelas)
• “O tempo é dinheiro.” (tempo = dinheiro, pelo valor)
É uma comparação explícita, que utiliza conectivos comparativos como “como”, “tal qual”, “assim como”, “que nem”, “feito”, etc.
Exemplos de Comparação:
• “Ela é linda como uma flor.”
• “Ele corre feito um guepardo.”
• “A criança dormia tal qual um anjo.”
• “Seus cabelos são negros como a noite.”
Comparação: “Ele é forte como um touro.” (conectivo “como”)
Metáfora: “Ele é um touro.” (sem conectivo, comparação implícita)
É a substituição de um termo por outro com o qual mantém uma relação de proximidade, contiguidade ou interdependência lógica.
Tipos de Metonímia:
- Autor pela obra: “Li Machado de Assis.” (li a obra de Machado)
- Continente pelo conteúdo: “Bebi dois copos.” (bebi o líquido dos copos)
- Parte pelo todo: “Faltam braços na colheita.” (faltam trabalhadores)
- Marca pelo produto: “Vou tomar uma Coca.” (refrigerante)
- Efeito pela causa: “Viver do próprio suor.” (do próprio trabalho)
- Lugar pelo produto: “Comprei um champagne.” (vinho da região de Champagne)
É uma metáfora desgastada pelo uso, que se tornou convencional na língua. Usamos sem perceber que é uma figura de linguagem.
Exemplos de Catacrese:
• “Pé da mesa” (mesa não tem pé)
• “Braço da cadeira” (cadeira não tem braço)
• “Asa da xícara” (xícara não tem asa)
• “Cabeça do alho” (alho não tem cabeça)
• “Embarcar no trem” (trem não é barco)
É a fusão de sensações percebidas por diferentes órgãos dos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar).
Exemplos de Sinestesia:
• “Voz aveludada” (audição + tato)
• “Doce melodia” (paladar + audição)
• “Cores quentes” (visão + tato)
• “Palavras ásperas” (audição + tato)
• “Perfume doce” (olfato + paladar)
As figuras de pensamento trabalham com ideias, conceitos e raciocínios, criando efeitos de sentido através da organização do pensamento.
É a aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos, criando um contraste.
Exemplos de Antítese:
• “O ódio e o amor caminham juntos.”
• “Onde há luz, há sombra.”
• “Do riso fez-se o pranto.”
• “Alegria e tristeza se misturam na vida.”
É a união de ideias contraditórias em um mesmo pensamento, criando uma aparente falta de lógica que, no entanto, expressa uma verdade profunda.
Exemplos de Paradoxo:
• “Amor é fogo que arde sem se ver.” (Camões)
• “Estou cego e vejo.” (Vinícius de Moraes)
• “O silêncio gritava em seus ouvidos.”
• “Menos é mais.”
Antítese: Oposição de ideias que podem coexistir (“dia e noite”)
Paradoxo: Contradição aparentemente ilógica (“silêncio gritante”)
É dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica, sarcástica ou humorística. O contexto revela o verdadeiro sentido.
Exemplos de Ironia:
• “Que aluno inteligente! Tirou zero na prova.” (criticando)
• “Que dia lindo!” (quando está chovendo torrencialmente)
• “Como você dirige bem!” (após uma batida)
• “Que pontualidade admirável!” (para quem chegou atrasado)
É o exagero intencional de uma ideia, com finalidade expressiva ou enfática.
Exemplos de Hipérbole:
• “Estou morrendo de fome!”
• “Já te disse isso um milhão de vezes.”
• “Chorei rios de lágrimas.”
• “Estou congelando de frio!”
É a suavização de uma expressão desagradável, chocante ou grosseira, substituindo-a por outra mais amena.
Exemplos de Eufemismo:
• “Ele partiu desta para melhor.” (morreu)
• “Faltou com a verdade.” (mentiu)
• “Pessoas de baixa renda.” (pobres)
• “Ele não é muito inteligente.” (é burro)
É a atribuição de características humanas a seres inanimados, irracionais ou abstratos.
Exemplos de Personificação:
• “O vento sussurrava segredos.”
• “A lua sorria no céu.”
• “As flores dançavam ao vento.”
• “O tempo corre e não espera ninguém.”
É a invocação ou chamamento de alguém ou algo, geralmente acompanhada de vocativo.
Exemplos de Apóstrofe:
• “Ó mar, por que não me levas contigo?”
• “Senhor Deus dos desgraçados!” (Castro Alves)
• “Meu Brasil brasileiro!”
• “Ó morte, onde está tua vitória?”
As figuras de sintaxe alteram a estrutura normal das frases, criando efeitos estilísticos através da organização sintática.
É a omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
Exemplos de Elipse:
• “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de “havia”)
• “Ø Vou ao cinema.” (omissão de “eu”)
• “Domingo, Ø vou à praia.” (omissão de “no”)
É um tipo especial de elipse em que se omite um termo já mencionado anteriormente.
Exemplos de Zeugma:
• “Ele gosta de futebol; eu, Ø de vôlei.” (omissão de “gosto”)
• “Maria comprou livros; João, Ø revistas.” (omissão de “comprou”)
É a repetição de uma ideia já expressa, com finalidade enfática. Pode ser literário (intencional) ou vicioso (erro).
Pleonasmo Literário (correto):
• “Vi com meus próprios olhos.”
• “Subir para cima” (quando usado para ênfase poética)
Pleonasmo Vicioso (erro):
• “Entrar para dentro”
• “Sair para fora”
• “Subir para cima” (uso coloquial desnecessário)
É a repetição de uma palavra ou expressão no início de frases ou versos sucessivos.
Exemplo de Anáfora:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.” (Camões)
É a repetição intencional de conjunções, criando um efeito de ênfase ou prolongamento.
Exemplo de Polissíndeto:
“E canta, e ri, e brinca, e pula, e dança.”
É a ausência de conjunções entre termos coordenados, criando um ritmo acelerado.
Exemplo de Assíndeto:
“Vim, vi, venci.” (Júlio César)
É a inversão da ordem direta dos termos da oração (sujeito + verbo + complementos).
Exemplos de Hipérbato:
• Ordem direta: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas.”
• Ordem inversa (hipérbato): “As margens plácidas do Ipiranga ouviram.”
As figuras de som exploram os aspectos sonoros da linguagem, criando efeitos através da repetição ou imitação de sons.
É a repetição de sons consonantais no início ou meio das palavras.
Exemplos de Aliteração:
• “O rato roeu a roupa do rei de Roma.” (repetição do som /r/)
• “Três pratos de trigo para três tigres tristes.” (repetição do som /tr/)
É a repetição de sons vocálicos em palavras próximas.
Exemplo de Assonância:
• “Sou Ana da cama, da cana, fulana, bacana.” (repetição do som /a/)
É a imitação de sons ou ruídos através de palavras.
Exemplos de Onomatopeia:
• “O sino fazia: dim-dom, dim-dom.”
• “O gato faz miau.”
• “Tic-tac, tic-tac, fazia o relógio.”
• “Crash! A porta bateu com força.”
| Figura | Definição Resumida | Exemplo Rápido |
|---|---|---|
| Metáfora | Comparação implícita | “Você é meu sol” |
| Comparação | Comparação explícita | “Você é como o sol” |
| Metonímia | Substituição por proximidade | “Li Machado de Assis” |
| Hipérbole | Exagero | “Morri de rir” |
| Ironia | Dizer o contrário | “Que dia lindo!” (chovendo) |
| Antítese | Oposição de ideias | “Amor e ódio” |
| Paradoxo | Contradição aparente | “Silêncio gritante” |
| Personificação | Humanização | “O vento sussurra” |
| Eufemismo | Suavização | “Ele partiu” (morreu) |
| Elipse | Omissão de termo | “Ø Vou sair” (eu) |
Em questões sobre figuras de linguagem, sempre analise o contexto completo. Uma mesma expressão pode ser uma figura diferente dependendo do contexto. Além disso, muitas vezes um texto apresenta várias figuras simultaneamente.
4. Variação Linguística
A variação linguística refere-se às diferentes formas de uso da língua por grupos sociais distintos ou em situações comunicativas diversas. Compreender esse fenômeno é fundamental para respeitar a diversidade linguística e reconhecer que não existe uma única forma “correta” de falar, mas sim variedades adequadas a diferentes contextos.
Variação Linguística: É o fenômeno pelo qual uma língua se diversifica, apresentando diferentes formas de realização de acordo com fatores geográficos, sociais, históricos e situacionais. Todas as variedades são legítimas e funcionais dentro de seus contextos.
A visão moderna da linguística reconhece que não há variedades “certas” ou “erradas”, mas sim variedades de maior ou menor prestígio social. O preconceito linguístico deve ser combatido, respeitando-se todas as formas de expressão, embora se reconheça a importância da norma-padrão em contextos formais.
A variação diatópica ocorre em função do espaço geográfico, manifestando-se através de sotaques, vocabulário e construções sintáticas características de cada região.
- Vocabulário: “aipim” (Sul), “macaxeira” (Nordeste), “mandioca” (Sudeste)
- Pronúncia: “porta” com /r/ retroflexo (caipira) vs. /r/ gutural (carioca)
- Expressões: “bah” (Sul), “oxente” (Nordeste), “uai” (Minas Gerais)
- Sintaxe: “tu vai” (Norte/Nordeste) vs. “você vai” (Sudeste)
Características da Variação Regional:
- Sotaque e entonação característicos
- Vocabulário específico (regionalismos)
- Construções sintáticas particulares
- Influência de línguas indígenas e de imigração
A variação diastrática está relacionada aos diferentes grupos sociais, considerando fatores como escolaridade, profissão, classe social, idade e gênero.
- Escolaridade: Maior escolaridade tende a aproximar o falante da norma-padrão
- Profissão: Jargões técnicos (médicos, advogados, engenheiros)
- Idade: Gírias juvenis vs. linguagem de pessoas mais velhas
- Classe Social: Acesso diferenciado à educação formal
- Gênero: Diferenças sutis entre fala masculina e feminina
Exemplos de Variação Social:
• Norma culta: “Nós vamos ao cinema.”
• Norma popular: “A gente vai no cinema.”
• Jargão médico: “O paciente apresenta hipertensão arterial.”
• Gíria juvenil: “Esse filme é muito top!”
A variação diafásica depende do contexto comunicativo, da situação de uso da língua e do grau de formalidade exigido.
| Situação | Registro Formal | Registro Informal |
|---|---|---|
| Saudação | “Bom dia, como vai o senhor?” | “E aí, beleza?” |
| Pedido | “Poderia me passar o sal, por favor?” | “Me passa o sal?” |
| Despedida | “Foi um prazer. Até breve.” | “Falou! Até mais!” |
| Negação | “Não concordo com essa proposta.” | “Não curto essa ideia.” |
Fatores que Determinam o Registro:
- Relação entre os interlocutores (hierarquia, intimidade)
- Ambiente (formal ou informal)
- Objetivo da comunicação
- Meio de comunicação (oral ou escrito)
- Tema abordado
A variação diacrônica refere-se às mudanças que a língua sofre ao longo do tempo. Palavras, pronúncias e estruturas gramaticais se modificam através das gerações.
Exemplos de Mudança Histórica:
• Português Arcaico: “Vossa mercê” → “Você” (atual)
• Vocabulário: “Botica” → “Farmácia”
• Pronúncia: “Pharmácia” → “Farmácia”
• Sintaxe: “Disse-me ele” → “Ele me disse”
O português brasileiro atual é muito diferente do português falado no século XVI. Textos de Camões, por exemplo, apresentam vocabulário e estruturas que hoje soam arcaicos. Essa evolução é natural e contínua em todas as línguas vivas.
A norma-padrão (ou norma culta) é a variedade de prestígio social, ensinada nas escolas e utilizada em situações formais. É baseada no uso da língua por falantes escolarizados e está codificada em gramáticas e dicionários.
O preconceito linguístico ocorre quando se discrimina uma pessoa por sua forma de falar, considerando-a “errada” ou “inferior”. É importante reconhecer que todas as variedades linguísticas são válidas e funcionais, embora a norma-padrão seja exigida em contextos formais e em concursos públicos.
Quando Usar a Norma-Padrão:
- Documentos oficiais e jurídicos
- Textos acadêmicos e científicos
- Correspondências formais
- Provas e concursos públicos
- Apresentações profissionais
- Entrevistas de emprego
A língua se manifesta em duas modalidades principais: oral e escrita. Cada uma possui características próprias e não se pode simplesmente transpor uma para a outra.
| Característica | Modalidade Oral | Modalidade Escrita |
|---|---|---|
| Planejamento | Simultâneo à produção | Prévio, com possibilidade de revisão |
| Recursos | Entonação, gestos, expressões faciais | Pontuação, organização visual |
| Interação | Imediata, com feedback instantâneo | Diferida, sem presença do interlocutor |
| Estrutura | Frases mais curtas, repetições | Períodos mais complexos, coesão explícita |
| Permanência | Efêmera (exceto se gravada) | Permanente, pode ser relida |
Importante: A fala não é uma versão “mal feita” da escrita, nem a escrita é uma simples transcrição da fala. São modalidades diferentes, cada uma com suas regras e adequações.
A competência comunicativa envolve saber escolher a variedade linguística adequada a cada situação. Não se trata de “certo” ou “errado”, mas de “adequado” ou “inadequado” ao contexto.
Princípios da Adequação Linguística:
- Conheça seu interlocutor: Adapte sua linguagem ao nível de conhecimento e à relação que você tem com ele
- Considere o contexto: Ambiente formal exige linguagem formal; ambiente informal permite maior descontração
- Defina seu objetivo: Informar, persuadir, entreter? Cada objetivo pode exigir uma abordagem diferente
- Escolha o meio adequado: Oral ou escrito? Cada meio tem suas convenções
- Respeite as convenções: Cada gênero textual tem suas características próprias
Em provas de concurso, questões sobre variação linguística frequentemente apresentam textos em diferentes registros e perguntam sobre adequação, preconceito linguístico ou características de cada variedade. É fundamental reconhecer que todas as variedades são legítimas, mas que a norma-padrão é exigida em contextos formais.
| Tipo de Variação | Exemplo 1 | Exemplo 2 |
|---|---|---|
| Regional | “Vou pegar um ônibus” (SP) | “Vou pegar um coletivo” (RS) |
| Social | “Nós fizemos o trabalho” | “A gente fez o trabalho” |
| Estilística | “Solicito vossa atenção” (formal) | “Presta atenção!” (informal) |
| Histórica | “Vossa mercê” (antigo) | “Você” (atual) |
O Brasil, por sua extensão territorial e diversidade cultural, apresenta uma riqueza linguística impressionante. Essa diversidade deve ser valorizada como patrimônio cultural, não como motivo de discriminação. O papel da educação é ampliar o repertório linguístico dos falantes, permitindo que dominem tanto sua variedade de origem quanto a norma-padrão.
Você concluiu o estudo de Interpretação e Semântica! Dominar a compreensão textual, denotação e conotação, figuras de linguagem e variação linguística é fundamental para o sucesso em concursos públicos. Continue praticando com textos diversos e resolução de questões.
Próxima etapa: Apostila 2 – Língua Portuguesa: Gramática
2. Apostila 2 – Língua Portuguesa: Gramática
Apostila 2 – Língua Portuguesa: Gramática
Preparatório para Monitor Escolar – Florianópolis/SC
📑 Índice
- 1. Classes Gramaticais: Nome (Substantivo)
- 2. Classes Gramaticais: Pronome
- 3. Verbos Completos
- 4. Regência Verbal e Nominal
- 5. Concordância Verbal e Nominal
- 6. Estrutura do Período
1. Classes Gramaticais: Nome (Substantivo)
O substantivo é a classe gramatical que nomeia os seres, objetos, lugares, sentimentos, ações e conceitos. É uma das classes mais importantes da língua portuguesa, pois funciona como núcleo de termos essenciais da oração (sujeito, objeto, complemento nominal, etc.).
Substantivo é a palavra que dá nome aos seres em geral (pessoas, animais, objetos), lugares, sentimentos, estados, qualidades, ações e conceitos abstratos. Pode ser flexionado em gênero (masculino/feminino), número (singular/plural) e grau (aumentativo/diminutivo).
| Tipo | Definição | Exemplos |
|---|---|---|
| Comum | Nomeia seres de forma genérica | cidade, professor, cachorro, livro |
| Próprio | Nomeia seres específicos (sempre com inicial maiúscula) | Florianópolis, Maria, Brasil, Fido |
Concreto: Nomeia seres de existência independente, real ou imaginária (pessoas, objetos, lugares, seres mitológicos).
Abstrato: Nomeia seres de existência dependente (sentimentos, estados, qualidades, ações) que só existem em relação a outro ser.
Concretos: mesa, João, fada, Deus, ar, som
Abstratos: amor, beleza, tristeza, corrida, estudo, justiça
Substantivos derivados de verbos (ação) ou adjetivos (qualidade/estado) são sempre abstratos: corrida (de correr), beleza (de belo), alegria (de alegre).
| Tipo | Característica | Exemplos |
|---|---|---|
| Primitivo | Não se origina de outra palavra | pedra, flor, terra, mar |
| Derivado | Origina-se de outra palavra | pedreira, florista, terreno, marítimo |
Simples (um radical): casa, flor, amor, guarda
Composto (dois ou mais radicais): casa-grande, couve-flor, guarda-chuva, passatempo
Substantivo coletivo é aquele que, mesmo no singular, indica um conjunto de seres da mesma espécie.
| Coletivo | Conjunto de |
|---|---|
| Alcateia | Lobos |
| Arquipélago | Ilhas |
| Biblioteca | Livros |
| Cardume | Peixes |
| Constelação | Estrelas |
| Enxame | Abelhas |
| Frota | Navios, veículos |
| Matilha | Cães |
| Multidão | Pessoas |
| Rebanho | Gado, ovelhas |
Os substantivos podem ser masculinos ou femininos. A formação do feminino pode ocorrer de várias formas:
Formas de Feminino:
- Acréscimo de -a: menino → menina, gato → gata
- Substituição de -o por -a: lobo → loba, porco → porca
- Acréscimo de sufixos: poeta → poetisa, ator → atriz, imperador → imperatriz
- Palavras diferentes (heterônimos): homem → mulher, boi → vaca, cavalo → égua
- Substantivos uniformes: o/a estudante, o/a artista, o/a colega
Comum de dois gêneros: mesma forma, artigo diferente (o/a dentista)
Sobrecomum: um só gênero para ambos os sexos (a criança, a vítima, o cônjuge)
Epiceno: animais com um só gênero (a cobra macho/fêmea, o jacaré macho/fêmea)
A formação do plural dos substantivos segue regras específicas de acordo com a terminação da palavra:
| Terminação | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| Vogal, ditongo oral | + S | casa → casas, pai → pais |
| -ão | -ões, -ães, -ãos | balão → balões, pão → pães, mão → mãos |
| -m | -ns | homem → homens, jardim → jardins |
| -r, -s, -z | + ES | flor → flores, país → países, luz → luzes |
| -al, -el, -ol, -ul | -is | animal → animais, papel → papéis, anzol → anzóis |
| -il (tônico) | -is | barril → barris, funil → funis |
| -il (átono) | -eis | fóssil → fósseis, réptil → répteis |
Regra geral: Flexionam-se substantivos, adjetivos e numerais. Verbos, advérbios e preposições ficam invariáveis.
Exemplos:
• couve-flor → couves-flores (subst. + subst.)
• guarda-chuva → guarda-chuvas (verbo + subst.)
• beija-flor → beija-flores (verbo + subst.)
• sempre-viva → sempre-vivas (advérbio + adj.)
Os substantivos podem ser flexionados em grau aumentativo e diminutivo, de forma sintética (com sufixos) ou analítica (com palavras auxiliares).
| Grau | Forma Sintética | Forma Analítica |
|---|---|---|
| Aumentativo | casarão, bocarra, homenzarrão | casa grande, boca enorme |
| Diminutivo | casinha, boquinha, homenzinho | casa pequena, boca minúscula |
O grau dos substantivos pode expressar não apenas tamanho, mas também afetividade, ironia ou desprezo:
• “Que filminho chato!” (diminutivo depreciativo)
• “Meu filhinho querido!” (diminutivo afetivo)
• “Aquele mulherão!” (aumentativo admirativo)
2. Classes Gramaticais: Pronome
O pronome é a classe gramatical que substitui ou acompanha o substantivo, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no espaço e no tempo. É fundamental para evitar repetições e estabelecer coesão textual.
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo, relacionando-o às pessoas do discurso. Pode indicar posse, localização espacial ou temporal, indefinição, entre outras relações.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso e podem ser do caso reto (função de sujeito) ou oblíquo (função de complemento).
| Pessoa | Reto | Oblíquo Átono | Oblíquo Tônico |
|---|---|---|---|
| 1ª sing. | eu | me | mim, comigo |
| 2ª sing. | tu | te | ti, contigo |
| 3ª sing. | ele, ela | o, a, lhe, se | ele, ela, si, consigo |
| 1ª plural | nós | nos | nós, conosco |
| 2ª plural | vós | vos | vós, convosco |
| 3ª plural | eles, elas | os, as, lhes, se | eles, elas, si, consigo |
O, A, OS, AS: Objeto direto (Eu o vi. / Comprei-as.)
LHE, LHES: Objeto indireto (Dei-lhe o livro. / Obedeci-lhes.)
ME, TE, SE, NOS, VOS: Objeto direto ou indireto (Ele me viu. / Ele me deu o livro.)
Correto: “Trouxeram o livro para eu ler.” (eu = sujeito de “ler”)
Correto: “Trouxeram o livro para mim.” (mim = complemento, sem verbo)
Errado: “Trouxeram o livro para mim ler.”
Os pronomes possessivos indicam posse, relação de pertencimento entre o ser e as pessoas do discurso.
| Pessoa | Singular | Plural |
|---|---|---|
| 1ª pessoa | meu, minha, meus, minhas | nosso, nossa, nossos, nossas |
| 2ª pessoa | teu, tua, teus, tuas | vosso, vossa, vossos, vossas |
| 3ª pessoa | seu, sua, seus, suas | seu, sua, seus, suas |
• “Este é o meu livro.” (posse da 1ª pessoa)
• “Onde está a tua caneta?” (posse da 2ª pessoa)
• “Eles trouxeram seus documentos.” (posse da 3ª pessoa)
Os pronomes demonstrativos indicam a posição de um ser no espaço, no tempo ou no texto, em relação às pessoas do discurso.
| Pessoa | Pronomes | Uso |
|---|---|---|
| 1ª pessoa | este, esta, estes, estas, isto | Perto de quem fala / tempo presente / o que será dito |
| 2ª pessoa | esse, essa, esses, essas, isso | Perto de quem ouve / tempo passado recente / o que foi dito |
| 3ª pessoa | aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo | Longe de ambos / tempo passado distante / referência anterior |
Espaço:
• “Este livro aqui é meu.” (perto de quem fala)
• “Esse livro aí é seu?” (perto de quem ouve)
• “Aquele livro lá é dele.” (longe de ambos)
Tempo:
• “Este ano está sendo difícil.” (ano atual)
• “Esse ano que passou foi bom.” (passado recente)
• “Aquele ano de 2010 foi marcante.” (passado distante)
Texto:
• “Ouça isto: você foi aprovado!” (anunciar)
• “Você foi aprovado. Isso é ótimo!” (retomar)
Os pronomes indefinidos referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo vago, impreciso ou genérico.
Principais Pronomes Indefinidos:
- Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, certo, vário, tanto, quanto, qualquer
- Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, outrem, quem
• “Alguém bateu à porta.”
• “Ninguém apareceu na reunião.”
• “Comprei alguns livros.”
• “Cada aluno trouxe seu material.”
• “Tudo está pronto para a festa.”
Os pronomes relativos retomam um termo anterior (antecedente) e introduzem uma oração subordinada adjetiva.
| Pronome | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| que | Universal (pessoas, coisas) | O livro que comprei é ótimo. |
| quem | Pessoas (com preposição) | A pessoa de quem falei chegou. |
| qual, quais | Com artigo (o qual, a qual) | A casa na qual moro é antiga. |
| onde | Lugar (= em que) | A cidade onde nasci é pequena. |
| cujo | Posse (concorda com o possuído) | O autor cujo livro li é famoso. |
| quanto | Após “tudo”, “todo”, “tanto” | Fez tudo quanto pôde. |
• NUNCA use artigo após “cujo” (❌ cujo o livro)
• “Cujo” concorda com o termo seguinte (possuído): “O autor cujos livros li…”
• Indica posse/relação: “A casa cujas janelas são azuis…”
Os pronomes interrogativos são usados em perguntas diretas ou indiretas.
Interrogação Direta:
• “Que horas são?”
• “Quem chegou?”
• “Qual é seu nome?”
• “Quanto custa?”
Interrogação Indireta:
• “Não sei que horas são.”
• “Perguntei quem havia chegado.”
A colocação dos pronomes oblíquos átonos em relação ao verbo pode ser: próclise (antes), ênclise (depois) ou mesóclise (no meio).
PRÓCLISE (antes do verbo) – obrigatória:
• Palavras negativas: “Não me falaram nada.”
• Advérbios: “Aqui se trabalha.”
• Pronomes relativos: “A pessoa que me ajudou…”
• Conjunções subordinativas: “Quando me virem…”
• Frases interrogativas: “Quem te disse isso?”
• Frases exclamativas: “Quanto nos custou!”
ÊNCLISE (depois do verbo):
• Início de frase: “Diga-me a verdade.”
• Verbo no imperativo afirmativo: “Faça-o agora.”
• Verbo no infinitivo impessoal: “É preciso ajudá-lo.”
• Verbo no gerúndio: “Saiu, deixando-nos sozinhos.”
MESÓCLISE (no meio do verbo):
• Futuro do presente: “Contar-lhe-ei tudo.”
• Futuro do pretérito: “Contar-lhe-ia tudo.”
3. Verbos Completos
O verbo é a classe gramatical que expressa ação, estado, fenômeno da natureza ou mudança de estado. É o núcleo do predicado e a palavra mais importante da oração, pois estabelece relações de tempo, modo, pessoa e número.
Verbo é a palavra variável que indica ação (correr, estudar), estado (ser, estar), fenômeno natural (chover, ventar) ou mudança de estado (tornar-se, ficar). Flexiona-se em modo, tempo, número, pessoa e voz.
O verbo é formado por radical (parte invariável que contém o significado básico) e desinências (partes variáveis que indicam as flexões).
CANT-A-VA-MOS
• CANT = radical (significado básico)
• A = vogal temática (indica a conjugação: 1ª)
• VA = desinência modo-temporal (pretérito imperfeito do indicativo)
• MOS = desinência número-pessoal (1ª pessoa do plural)
Os verbos em português são classificados em três conjugações, de acordo com a vogal temática:
| Conjugação | Vogal Temática | Exemplos |
|---|---|---|
| 1ª conjugação | -A- | cantar, amar, estudar, falar |
| 2ª conjugação | -E- | vender, comer, beber, correr |
| 3ª conjugação | -I- | partir, sorrir, abrir, sair |
Os modos verbais indicam a atitude do falante em relação ao fato expresso pelo verbo.
Modos Verbais:
- Indicativo: Expressa certeza, fato real (Eu estudo todos os dias.)
- Subjuntivo: Expressa dúvida, hipótese, desejo (Espero que você estude.)
- Imperativo: Expressa ordem, pedido, conselho (Estude mais!)
| Tempo | Uso | Exemplo (cantar) |
|---|---|---|
| Presente | Ação atual, habitual ou verdade universal | eu canto |
| Pretérito Perfeito | Ação concluída no passado | eu cantei |
| Pretérito Imperfeito | Ação contínua ou habitual no passado | eu cantava |
| Pretérito Mais-que-perfeito | Ação anterior a outra no passado | eu cantara |
| Futuro do Presente | Ação futura certa | eu cantarei |
| Futuro do Pretérito | Ação futura em relação ao passado (condicional) | eu cantaria |
| Tempo | Uso | Exemplo (cantar) |
|---|---|---|
| Presente | Dúvida, desejo no presente | que eu cante |
| Pretérito Imperfeito | Hipótese, condição | se eu cantasse |
| Futuro | Hipótese futura | quando eu cantar |
O imperativo expressa ordem, pedido, conselho ou súplica. Possui duas formas: afirmativa e negativa.
Imperativo Afirmativo:
• Tu: presente do indicativo sem o “s” (tu cantas → canta tu)
• Você, nós, vós, vocês: presente do subjuntivo (cante você, cantemos nós)
Imperativo Negativo:
• Todas as pessoas: presente do subjuntivo (não cantes tu, não cante você)
Imperativo Afirmativo:
canta tu / cante você / cantemos nós / cantai vós / cantem vocês
Imperativo Negativo:
não cantes tu / não cante você / não cantemos nós / não canteis vós / não cantem vocês
As formas nominais são aquelas que podem exercer função de substantivo, adjetivo ou advérbio, além da função verbal.
| Forma | Terminação | Função | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Infinitivo | -ar, -er, -ir | Substantivo | cantar, vender, partir |
| Gerúndio | -ndo | Advérbio | cantando, vendendo, partindo |
| Particípio | -ado, -ido | Adjetivo | cantado, vendido, partido |
Alguns verbos possuem duas formas de particípio:
• Regular (com ter/haver): “Tinha aceitado o convite.”
• Irregular (com ser/estar): “Foi aceito no emprego.”
Exemplos: aceitar (aceitado/aceito), entregar (entregado/entregue), pagar (pagado/pago)
Verbos auxiliares são aqueles que se juntam a um verbo principal para formar tempos compostos ou locuções verbais.
Principais Verbos Auxiliares:
- TER e HAVER: Formam tempos compostos (Tenho estudado. / Havia chegado.)
- SER: Forma voz passiva (O livro foi lido.)
- ESTAR: Indica ação em desenvolvimento (Estou estudando.)
- IR: Indica futuro próximo (Vou viajar amanhã.)
A voz verbal indica a relação entre o sujeito e a ação expressa pelo verbo.
| Voz | Característica | Exemplo |
|---|---|---|
| Ativa | Sujeito pratica a ação | O professor corrigiu as provas. |
| Passiva Analítica | Sujeito sofre a ação (ser + particípio) | As provas foram corrigidas pelo professor. |
| Passiva Sintética | Sujeito sofre a ação (verbo + se) | Corrigiram-se as provas. |
| Reflexiva | Sujeito pratica e sofre a ação | O menino machucou-se. |
4. Regência Verbal e Nominal
Regência é a relação de dependência que se estabelece entre um termo regente (verbo ou nome) e seus complementos (termos regidos). A regência determina se o complemento virá ou não precedido de preposição.
Regência Verbal: Relação entre o verbo (termo regente) e seus complementos (termos regidos).
Regência Nominal: Relação entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e seus complementos.
A regência verbal estuda a relação entre os verbos e seus complementos, determinando se estes exigem ou não preposição.
Exigem complemento sem preposição obrigatória (objeto direto).
• Comprei um livro. (comprar algo)
• Encontrei meu amigo. (encontrar alguém)
• Ela ama seus filhos. (amar alguém)
Exigem complemento com preposição obrigatória (objeto indireto).
• Gosto de chocolate. (gostar DE algo)
• Preciso de ajuda. (precisar DE algo)
• Obedeço aos meus pais. (obedecer A alguém)
Exigem dois complementos: um sem preposição (OD) e outro com preposição (OI).
• Dei o livro (OD) ao professor (OI). (dar algo A alguém)
• Informei o resultado (OD) aos alunos (OI). (informar algo A alguém)
• Paguei a conta (OD) ao garçom (OI). (pagar algo A alguém)
| Verbo | Regência | Exemplo |
|---|---|---|
| ASPIRAR | VTD (respirar) / VTI (desejar – A) | Aspirei o ar. / Aspiro a uma vaga. |
| ASSISTIR | VTI (ver – A) / VTI (ajudar – A) / VI (morar – EM) | Assisti ao filme. / Assisto em SP. |
| VISAR | VTD (mirar, carimbar) / VTI (objetivar – A) | Visei o alvo. / Viso à aprovação. |
| PREFERIR | VTDI (preferir algo A algo) | Prefiro café a chá. |
| OBEDECER | VTI (A) | Obedeço às leis. |
| PAGAR/PERDOAR | VTD (coisa) / VTI (pessoa – A) | Paguei a conta. / Paguei ao garçom. |
| ESQUECER/LEMBRAR | VTD (sem SE) / VTI (com SE – DE) | Esqueci o livro. / Esqueci-me do livro. |
| IMPLICAR | VTD (acarretar) / VTI (antipatizar – COM) | Isso implica mudanças. / Implico com ele. |
| CHEGAR/IR | VI (A, não EM) | Cheguei à escola. / Vou ao cinema. |
| NAMORAR | VTD (sem preposição) | Namoro Maria. (não “com Maria”) |
❌ “Prefiro mais café do que chá.” → ✅ “Prefiro café a chá.”
❌ “Assisti o filme.” → ✅ “Assisti ao filme.”
❌ “Vou na escola.” → ✅ “Vou à escola.”
❌ “Namoro com ela.” → ✅ “Namoro ela.”
❌ “Esqueci de você.” → ✅ “Esqueci você.” OU “Esqueci-me de você.”
A regência nominal estuda a relação entre nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e seus complementos, que sempre vêm precedidos de preposição.
| Nome | Preposição | Exemplo |
|---|---|---|
| Acessível | A | Acessível a todos |
| Acostumado | A, COM | Acostumado a/com o frio |
| Apto | A, PARA | Apto para o cargo |
| Atento | A | Atento às aulas |
| Capaz | DE | Capaz de vencer |
| Compatível | COM | Compatível com o sistema |
| Contrário | A | Contrário à proposta |
| Fácil/Difícil | DE | Fácil de resolver |
| Favorável | A | Favorável à mudança |
| Grato | A | Grato a você |
| Imune | A, DE | Imune a doenças |
| Necessário | A | Necessário à vida |
| Paralelo | A | Paralelo à rua |
| Próximo | A, DE | Próximo de/a casa |
| Respeito | A, POR, COM | Respeito aos mais velhos |
Para memorizar a regência nominal, associe o nome ao verbo correspondente:
• Obediente a (obedecer a)
• Fiel a (ser fiel a)
• Amor a (amar – sem prep., mas o substantivo pede)
• Respeito a (respeitar – VTD, mas o substantivo pede prep.)
5. Concordância Verbal e Nominal
Concordância é o mecanismo pelo qual as palavras alteram suas terminações para se adequarem umas às outras. A concordância verbal refere-se à relação entre verbo e sujeito, enquanto a concordância nominal trata da relação entre nomes (substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome).
Concordância Verbal: O verbo concorda com o sujeito em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª).
Concordância Nominal: Adjetivos, artigos, numerais e pronomes concordam com o substantivo em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural).
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
• O aluno estuda. (singular)
• Os alunos estudam. (plural)
• Tu estudas. (2ª pessoa singular)
• Nós estudamos. (1ª pessoa plural)
Antes do verbo: Verbo no plural
• “João e Maria chegaram cedo.”
Depois do verbo: Plural ou concorda com o mais próximo
• “Chegaram João e Maria.” OU “Chegou João e Maria.”
Com pessoas diferentes: Prevalece a 1ª sobre a 2ª e a 3ª
• “Tu e ele estudareis.” (2ª + 3ª = 2ª plural)
• “Eu e tu estudaremos.” (1ª + 2ª = 1ª plural)
Com expressões como “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande número de”, o verbo pode concordar com o núcleo da expressão (singular) ou com o especificador (plural).
• A maioria dos alunos passou. (concordância com “maioria”)
• A maioria dos alunos passaram. (concordância com “alunos”)
• Grande parte das pessoas compareceu/compareceram.
Com “QUE”: Verbo concorda com o antecedente
• “Fui eu que fiz o trabalho.” (concorda com “eu”)
• “Fomos nós que fizemos o trabalho.” (concorda com “nós”)
Com “QUEM”: Verbo na 3ª pessoa do singular OU concorda com o antecedente
• “Fui eu quem fez o trabalho.” (3ª pessoa)
• “Fui eu quem fiz o trabalho.” (concorda com “eu”)
Verbos impessoais não possuem sujeito e ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
Principais Verbos Impessoais:
- HAVER (sentido de existir, ocorrer, tempo decorrido): “Havia muitas pessoas.” / “Há dois anos…”
- FAZER (tempo decorrido, clima): “Faz dois anos…” / “Faz frio aqui.”
- Fenômenos da natureza: “Choveu muito.” / “Nevou ontem.”
❌ “Haviam muitas pessoas.” → ✅ “Havia muitas pessoas.”
❌ “Fazem dois anos.” → ✅ “Faz dois anos.”
Mas: Quando HAVER é auxiliar, concorda normalmente:
✅ “Os alunos haviam estudado.” (auxiliar de “estudado”)
Quando o sujeito é uma oração, o verbo fica no singular.
• É necessário que todos compareçam.
• Convém estudar mais.
• Parece que vai chover.
Sem especificador: Concorda com a porcentagem
• “1% compareceu.” / “2% compareceram.”
Com especificador: Pode concordar com a porcentagem ou com o especificador
• “1% dos alunos faltou/faltaram.”
• “50% da turma passou/passaram.”
Artigos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.
• O menino bonito. (masculino singular)
• As meninas bonitas. (feminino plural)
• Dois livros novos. (masculino plural)
Opção 1: Concorda com o mais próximo
• “Comprei camisa e vestido novo.”
• “Comprei vestido e camisa nova.”
Opção 2: Vai para o plural (masculino se houver substantivos de gêneros diferentes)
• “Comprei camisa e vestido novos.”
Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, geralmente concorda com o mais próximo.
• “Tenho ótima memória e raciocínio.”
• “Tenho ótimo raciocínio e memória.”
Expressões que NÃO variam:
- É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO: Invariáveis quando o substantivo não tem artigo
• “É proibido entrada.” (sem artigo)
• “É proibida a entrada.” (com artigo) - MEIO: Invariável quando é advérbio (= um pouco)
• “Ela está meio cansada.” (advérbio)
• “Comprei meia dúzia.” (numeral) - BASTANTE: Variável quando é adjetivo, invariável quando é advérbio
• “Há bastantes pessoas.” (adjetivo = muitas)
• “Elas estudaram bastante.” (advérbio = muito)
| Expressão | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| ANEXO, INCLUSO | Concordam com o substantivo | Seguem anexas as fotos. |
| EM ANEXO | Invariável | Seguem em anexo as fotos. |
| OBRIGADO | Concorda com quem agradece | Ela disse: “Obrigada.” |
| MESMO, PRÓPRIO | Concordam com o substantivo | Elas mesmas fizeram. |
| MENOS, ALERTA | Sempre invariáveis | Havia menos pessoas. / Fiquem alerta. |
| POSSÍVEL | Concorda com o artigo | O mais rápido possível. / Os mais rápidos possíveis. |
Em questões de concordância, sempre identifique:
1. Qual é o sujeito? (para concordância verbal)
2. Qual é o substantivo? (para concordância nominal)
3. Há algum caso especial? (expressões partitivas, verbos impessoais, etc.)
4. Qual é a regra aplicável?
6. Estrutura do Período
O período é a frase organizada em orações, delimitado por ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação ou reticências. Compreender a estrutura do período é fundamental para análise sintática e interpretação textual.
Frase: Enunciado com sentido completo (pode ou não ter verbo).
Oração: Enunciado com verbo ou locução verbal.
Período: Frase formada por uma ou mais orações.
• Período Simples: Uma oração (oração absoluta)
• Período Composto: Duas ou mais orações
Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo. Concorda com o verbo em número e pessoa.
| Tipo de Sujeito | Característica | Exemplo |
|---|---|---|
| Simples | Um núcleo | O aluno estuda. |
| Composto | Dois ou mais núcleos | João e Maria estudam. |
| Oculto/Elíptico | Não expresso, mas identificável | Ø Estudei muito. (eu) |
| Indeterminado | Existe, mas não se pode/quer identificar | Falaram mal de você. / Precisa-se de ajuda. |
| Inexistente | Não existe (verbos impessoais) | Choveu ontem. / Há problemas. |
Predicado é tudo o que se declara sobre o sujeito. Classifica-se de acordo com o tipo de verbo.
| Tipo | Verbo | Núcleo | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Verbal | Significativo (ação, fenômeno) | Verbo | O aluno estuda muito. |
| Nominal | De ligação (ser, estar, ficar, etc.) | Predicativo | O aluno é inteligente. |
| Verbo-nominal | Significativo + predicativo | Verbo e predicativo | O aluno chegou cansado. |
Principais verbos de ligação: ser, estar, permanecer, ficar, continuar, parecer, andar (= estar), tornar-se, virar
Eles ligam o sujeito a uma característica (predicativo do sujeito):
• “Maria é professora.” (predicativo: professora)
• “Ele ficou nervoso.” (predicativo: nervoso)
| Complemento | Característica | Exemplo |
|---|---|---|
| Objeto Direto | Complemento sem preposição obrigatória | Comprei um livro. |
| Objeto Indireto | Complemento com preposição obrigatória | Gosto de chocolate. |
Complemento nominal é o termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre com preposição.
• Tenho necessidade de ajuda. (complementa “necessidade”)
• Sou favorável à proposta. (complementa “favorável”)
• Agiu favoravelmente ao réu. (complementa “favoravelmente”)
Agente da passiva é o termo que indica quem pratica a ação em uma oração na voz passiva. Vem precedido de preposição (geralmente “por”).
• O livro foi escrito pelo autor.
• As provas foram corrigidas pelo professor.
| Termo | Função | Exemplo |
|---|---|---|
| Adjunto Adnominal | Caracteriza ou determina o substantivo | O meu livro novo |
| Adjunto Adverbial | Indica circunstância (tempo, lugar, modo, etc.) | Estudei ontem. / Moro aqui. |
| Aposto | Explica, resume ou especifica outro termo | João, meu amigo, chegou. |
| Vocativo | Chama, invoca (isolado por vírgula) | Maria, venha aqui! |
Adjunto Adnominal:
• Refere-se sempre a substantivo
• Indica posse, qualidade, origem
• Sentido ativo: “A descoberta do cientista” (o cientista descobriu)
Complemento Nominal:
• Refere-se a substantivo, adjetivo ou advérbio
• Completa o sentido
• Sentido passivo: “A descoberta da vacina” (a vacina foi descoberta)
No período composto por coordenação, as orações são independentes sintaticamente, ou seja, uma não exerce função sintática em relação à outra.
| Tipo | Conjunções | Exemplo |
|---|---|---|
| Assindética | Sem conjunção | Estudei, passei. |
| Aditiva | e, nem, mas também | Estudei e passei. |
| Adversativa | mas, porém, contudo, todavia | Estudei, mas não passei. |
| Alternativa | ou, ou…ou, ora…ora | Estude ou reprove. |
| Conclusiva | logo, portanto, pois (depois do verbo) | Estudei, logo passarei. |
| Explicativa | pois (antes do verbo), porque, que | Estude, pois a prova é difícil. |
No período composto por subordinação, uma oração exerce função sintática em relação à outra (oração principal).
Exercem função de substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.).
| Tipo | Função | Exemplo |
|---|---|---|
| Subjetiva | Sujeito | É necessário que você estude. |
| Objetiva Direta | Objeto Direto | Espero que você passe. |
| Objetiva Indireta | Objeto Indireto | Preciso de que você me ajude. |
| Completiva Nominal | Complemento Nominal | Tenho certeza de que passarei. |
| Predicativa | Predicativo | O problema é que não estudei. |
| Apositiva | Aposto | Só quero isto: que você seja feliz. |
Exercem função de adjetivo, caracterizando um substantivo. São introduzidas por pronomes relativos.
Restritiva: Restringe, limita o sentido (sem vírgula)
• “Os alunos que estudaram passaram.” (só os que estudaram)
Explicativa: Explica, generaliza (com vírgula)
• “Os alunos, que estudaram, passaram.” (todos estudaram e passaram)
Exercem função de advérbio, indicando circunstâncias.
| Tipo | Conjunções | Exemplo |
|---|---|---|
| Causal | porque, pois, como, já que | Passei porque estudei. |
| Consecutiva | que (precedido de tão, tal, tanto) | Estudei tanto que passei. |
| Condicional | se, caso, desde que | Se estudar, passará. |
| Concessiva | embora, ainda que, mesmo que | Embora estudasse, não passou. |
| Comparativa | como, assim como, mais…que | Estudo mais que você. |
| Conformativa | conforme, como, segundo | Conforme prometido, estudei. |
| Final | para que, a fim de que | Estudo para que passe. |
| Temporal | quando, enquanto, logo que | Quando cheguei, ele saiu. |
| Proporcional | à medida que, à proporção que | À medida que estudo, aprendo. |
Substantivas: Podem ser substituídas por “ISSO”
• “Espero que você passe.” = “Espero ISSO.”
Adjetivas: Podem ser substituídas por um adjetivo
• “O aluno que estuda passa.” = “O aluno estudioso passa.”
Adverbiais: Podem ser substituídas por um advérbio
• “Passei porque estudei.” = “Passei por isso.”
Você concluiu o estudo de Gramática! Dominar substantivos, pronomes, verbos, regência, concordância e estrutura do período é essencial para o sucesso em concursos públicos. Continue praticando com exercícios e análise de textos.
Próxima etapa: Apostila 3 – Fundamentos da Educação
